Fora dos planos do técnico Jorge Sampaoli, Di Santo e Ricardo Oliveira somam algumas das piores de médias de gols na lista de centroavantes que passaram pelo Atlético de 2010 para cá. Não à toa, a diretoria alvinegra promoveu o retorno do ídolo Diego Tardelli e está em busca de outros reforços para o setor ofensivo alvinegro.

Apresentado em agosto do ano passado, o argentino fez apenas sete gols em 33 partidas, ou seja, 0,21 tento por jogo. Um rendimento inferior ao Pastor, que balançou as redes 37 vezes em 110 duelos (0,33 por confronto), desde 2018, quando ingressou no clube.

Considerando os últimos centroavantes que passaram pelo Galo e tiveram um número expressivo de embates realizados, Di Santo seria o ‘lanterna’, com desempenho abaixo de jogadores como o jovem Alerrandro (0,31 gol por jogo) e André ‘Bebezão’ (0,39).

Ricardo Oliveira também aparece atrás de André nessa lista, mas, curiosamente, possui uma média superior a de Jô (0,3). O ex-camisa 7 do Galo, porém, cravou seu nome na história do clube pelos tentos decisivos, como nas finais do Mineiro de 2013 e 2015 e da Libertadores de 2013 (com sete gols, inclusive, foi artilheiro daquela edição do torneio sul-americano).

Atlético

Confira abaixo as médias de gols dos principais centroavantes do Galo dos últimos anos

Obina (2010)
0,69 (27 gols em 39 jogos)

Diego Tardelli (2009-2011/2013-2014/2020)*
0,5 (110 gols em 220 jogos, desde 2009)

Fred (2016-2017)
0,49 (41 gols em 83 jogos)

André (2011-2012)
0,39 (32 gols em 81 jogos)

Lucas Pratto (2015-2017)
0,39 (42 gols em 107 jogos)

Ricardo Oliveira (2018-2020)
0,33 (37 gols em 110 jogos)

Alerrandro (2018-2019)
0,31 (13 gols em 41 jogos)

Jô (2012-2015)
0,3 (39 gols em 127 jogos)

Di Santo (2019-2020)
0,21 (7 gols em 33 jogos)

*Tardelli foi centroavante do Atlético em 2009 e 2011, parte de 2010 e várias ocasiões em 2014; em outros momentos, desempenhou os papeis de segundo atacante e até de armador