O atacante Marcelo Moreno é uma das peças mais experientes do Cruzeiro e com bastante rodagem no futebol o jogador sabe entender as características do treinador e seu método de jogo são importantes para o melhor rendimento da equipe. Por isso, assim que Enderson Moreira foi contratado para substituir Adilson Batista, demitido pelo rendimento ruim no começo da temporada, o boliviano buscou informações sobre o novo treinador.

"Eu já tive experiências de ver jogos do Enderson, já falei com alguns amigos sim para saber como ele é, saber do trabalho. Sei que é um treinador que gosta de montar os times para chegar, para ganhar, tem experiência do que é a Segunda Divisão, à Série B, e isso vai ajudar muito no decorrer do ano, da temporada. E vamos tentar ajudar como um grupo para entender o quanto antes o jeito que ele quer que a gente jogue. Desejo uma boa sorte, que ele possa comandar o Cruzeiro da melhor maneira possível", disse em entrevista à Rádio Itatiaia.

ídolo e um dos estrangeiros com o maior número de gols pelo Cruzeiro, Marcelo Moreno sabe que para ajudar o time celeste na missão de retonar à Série A depende muito mais do que números expressivos. Depende também de dedicação, de muito trabalho para manter o trabalho em alto nível, para superar a concorrência dentro do próprio elenco e não perder a condição de titular. 

"Eu sempre que fui contratato, sempre olhei para a sombra que eu poderia ter dentro da minha posição. Eu sei que eu tenho o respeito muito grande do torcedor, do clube, assim como eu respeito todos, sei que tenho que ganhar a mimha posição dentro de campo. Não adianta falar que o Moreno é ídolo, que ganhou um monte de coisa no Cruzeiro, o torcedor gosta dele e ele será titular. Eu não penso assim, penso que tenho que matar um leão todos os dias para ganhar mimnha posição, para estar no Cruzeiro", comentou.

Responsável por uma declaração polêmica recentemente, quando disse que com o atual grupo o Cruzeiro teria dificuldades em retonar à Primeira Divisão, Marcelo Moreno falou dos receios que existem quando há remontagem de um grupo.

"É óbvio que você vai ter insegurança quando você está com um time novo, um time que não tem muita experiência, que não vinha jogando jogos juntos, jogadores que estavam tendo a primeira oportunidade de jogar um clássico. Óbvio que a gente não vai ser um time regular, vai ser sempre difícil. O Adilson Batista estava tentando montar um time que era muito complicado no momento (...) Temos um grupo bom, precisamos nos conhecer melhor, precisamos de nos esformar mais. Acredito que isso vai dar uma constância na gente no resto da temporada. Mas a gente não pode ficar pensando que o que fizeram no ano passado com o Cruzeiro, ter isso como desculpa. Não adianta ter o discurso feito depois de uma derrota. Temos que ser homens, assumir a responsabilidade com o grupo, saber que o que fizeram no ano passado já passou. A partir de agora, a partir do primeiro jogo, temos que mudar essa mentalidade, não deixar nada de fora atingir o Cruzeiro, e é só assim, dia a dia, jogo a jogo, que vamos sair de uma sitiuação que foi difícil, mas acredito muito nas pessoas que estão no Cruzeiro, nos jogadores, jogadores de caráter que gostam do clube e que vão dar a vida se for preciso para tirar o Cruzeiro dessa situação", comentou, dando a receita para que o time possa superar as dificuldades. 

"Sempre falo nas entrevistas, que jogador que queira estar no Cruzeiro tem que dar a vida dentro de campo, e eu tento fazer isso para ganhar minha posição, para ser titular. E vai ser empre assim. Eu vou trabalhar sempre para tentar melhorar, os meus números são bons dentro do Cruzeiro e em breve eu acredito que as coisas vão evoluir, os gols vão sair e eu vou ajudar o Cruzeiro como sempre fiz", concluiu.