Antes mesmo de o Atlético paralisar suas atividades, devido à pandemia do coronavírus, o clube já se mobilizava para que 91 atletas das categorias de base fossem descolocados para suas casas, em 12 estados diferentes, num período de 72 horas.

Durante entrevista à TV Galo, nesta quinta-feira (2), o gerente Júnior Chávare relembrou a operação e, orgulhoso do resultado, destaca que foi pioneira no país e exemplo para os outros clubes brasileiros.

"Foi um processo que nos trouxe muito orgulho, desta evacuação em massa. Aconteceu de forma exemplar. Na sexta-feira (13) já estávamos muito preocupados, pois a partir do dia 16 o sub-17 teria que ir ao Rio de Janeiro para iniciar o Campeonato Brasileiro. O presidente Sérgio Sette Câmara entendeu nossa angústia e capitaneou com outros presidentes de clubes, junto à CBF; também tivemos o imenso apoio do Alexandre Mattos, recém-chegado, que também comprou esta briga", contou Chávare.

"O Atlético conseguiu dar um start para que a CBF paralisasse os campeonatos de base. Entrou em cena o lado da gestão, do setor fincanceiro e de logística. Foi viabilizada a compra das passagens de todos os atletas alojados no nosso CT. Eram 12 diferentes estados. Nosso setor psico-social também entrou em cena para fazer toda a ação de levar estes garotos ao embarque (rodoviárias e aeroportos). Posso dizer à massa atleticana para se orgulhar do que foi feito, pois foi uma referência para todo país", acrescentou.

Ainda de acordo com Chávare, até a alimentação dos garotos durante o trajeto foi pensada, para que não tivesse contato com alimentos comercializados sem a devida preocupação dos estabelecimentos. Era preciso evitar o contato, segundo ele. O retorno das atividades e dos garotos ainda não tem previsão.

Enquanto isso, eles seguem cumprindo as orientações e exigências do Atlético e, para seguirem na linha, enviam fotos e outros materiais para que o clube mantenha o controle das atividades físicas e nutricionais.