léo, cruzeiro

O departamento jurídico do Cruzeiro informou nesta quarta-feira (1º) a todos os funcionários do clube, jogadores, colaboradores, diretoria e membros da comissão técnica, que caso a pandemia do coronavírus siga impedindo a retomada do calendário de atividades do clube após o dia 20 de abril, haverá corte de 25% no salário. 

O comunicado, assinado pelo advogado Kris Bretas, superintendente jurídico do clube, se baseia na Lei Federal 13.979/20, na Medida Provisória nº 927, o artigo da CLT, e as legislações correlatas, estaduais e municipais. 

Capitão e uma das referências no grupo de jogadores do time principal, o zagueiro Léo comentou sobre a possível redução que representa 1/4 do salário dos atletas em caso de impossibilidade de retomar os trabalhos ao fim das férias concedidas pela diretoria. Essa pausa forçada passou a valer nesta quarta e vai até o dia 20 de abril, inicialmente.

"É uma questão específica (concordar com a redução salarial). O Brasil todo passa por situações difícil com a crise financeira. Os grandes empresários, aos patrocinadores do clube, tudo parou, o vendedor de picolé na rua, o cara que tem uma loja, um comércio. Muitos hoje estão passando por dificuldades. E acaba afetando o futebol, não tem jogos, os patocinadores já paralisaram patrocínios, tem dificuldade também. O jogador não é diferente, não adianta pensar só em nós mesmos e dizer que não concorda", disse Léo em entrevista ao programa Sportscenter, da Espn Brasil. 

O Cruzeiro trata a redução salarial como uma medida por causa dos "impactos econômicos já verificados pela pandemia e os que ainda se verificarão, exigindo a necessidade de medidas emergenciais e temporárias", diz outra parte do comunicado assinado pelo jurídico do clube.

Compreensivo pelo momento, o capitão ressaltou que o problema não é do Cruzeiro, apesar de o clube passar por grave crise financeira. Léo ressaltou que é algo complicado no mundo inteiro. 

"É uma questão global, no Brasil, e o jogador passa por esse processo onde o clube passa por dificuldade, que é o mantenedor, o pagador do salário, e a gente acaba participando dessa fatia que o Brasil todo tá passando por dificuldade. A gente se adequa. Jogadores da Europa passam por uma outra realidade, outra situaão que os times do brasil vivem. Mas nós jogadores brasileiros vamos sofrer, entrar nessa questão da redução de salário, um probelma inevitável", ressaltou. 

Coronavírus

Minas Gerais não é diferente do Brasil e o coronavírus tem feito vítimais fatais em terras mineiras. Nesta quarta-feira (1º) a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) divulgou uma terceira morte causada pelo coronavírus. No total já são 45 mortes em investigação e mais de 34 mil casos suspeitos.