5 de dezembro de 2006. Esta data ficou marcada para sempre na memória do torcedor atleticano. Foi nela que o "pesadelo" da Série B ficou para trás e marcou o retorno do alvinegro à elite do futebol brasileiro. Na comemoração, após o apito final, um "maluco pelo Galo" também deixou seu nome nos registros e ficou imortalizado na vida do clube.

Motorista de ônibus, atualmente em busca de recolocação no mercado, Flávio Lucches não esquece da festa feita naquele dia. Em êxtase com o acesso, ele invadiu o gramado do Mineirão, após o empate por 2 a 2 com o América-RN, subiu em uma das traves do Gigante da Pampulha e só desceu quando a polícia chegou. A descida, inclusive, foi em alto estilo.

"Eu estava na arquibancada com meus primos. Desci pra geral com a polícia correndo atrás de mim. Entrei no campo. Quando eu subi na trave, tomei um choque da polícia. Dei um mortal com uma perna só. Ele me algemou, mas o desembargador Manuel Saramago, que foi vice-presidente do do Atlético, me salvou. Pediu para que tirassem as algemas, porque eu só estava comemorando, sem prejudicar o clube", lembra Lucches. Ele tem 47 anos, é casado e tem dois filhos.

"Eu sou história no Atlético. Sei que eu sou e meus amigos também. Estou com quase 50 anos. Se fosse para fazer de novo, eu teria que ficar uns dois, três meses treinando. Fui capoeirista por muito tempo. Virei o "Galo Doido Voador", finaliza o torcedor, apaixonado pelo alvinegro.

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