Há exatos 40 anos morria um dos pilares do Atlético na conquista inédita do Campeonato Brasileiro, em 1971. Capixaba bom de bola, o ex lateral-direito Humberto Monteiro recebeu duas Bolas de Prata (1970/71) e gravou seu nome na história do clube.

Contratado por Marcelo Guzella e Fábio Fonseca (ex-dirigentes do alvinegro) em 1967, Monteiro fez 219 jogos com a camisa preta e branca e anotou três gols. No Brasileirão de 71, ele esteve presente em 24 duelos da caminhada rumo à volta olímpica. Nove anos depois desta conquista inesquecível, Humberto experimentava sensação bem diferente.

Sem um tostão furado, vivia na miséria e sem nenhum patrimônio acumulado. Durante um amistoso do Atlético no Espírito Santo, o armador Ângelo presenciou Humberto Monteiro naquelas condições e pediu a Piazza uma ajuda ao ex-atleta. Presidente da Associações de Garantia ao Atleta Profissional (AGAP), o ex-craque do rival Cruzeiro pediu que Humberto viesse com todos os documentos para Belo Horizonte dois dias após.

Entretanto, dias depois que chegou a capital mineira, o jogador passou mal e faleceu. Seu corpo foi velado no Cemitério do Bonfim e o ex-jogador deixou três filhos ainda pequenos. Se estivesse vivo, Monteiro estaria com 72 anos.

* Com Galo Digital