arena mrv, atletico, galo

Gramado sintético em estádio de Belo Horizonte? Sim, essa é uma das possibilidades estudadas pelo Atlético, que pretende inaugurar daqui a três anos a Arena MRV, sua nova casa, tendo o "piso artificial" como novidade.

A informação foi antecipada pelo jornalista Victor Martins, no site Yahoo, e confirmada pelo próprio presidente atleticano. 

"Venho conversando sobre a possibilidade de nós adotarmos a grama sintética. Porque, sem dúvidas, quando se tem um show, a grama não fica machucada como a natural. Conversei recentemente com o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, e ele me disse que a grama que está sendo colocada no Allianz Parque é muito similar à natural. É uma tendência que isso aconteça", explicou o presidente Sérgio Sette Câmara em entrevista à Rádio da Massa. 

Recentemente o Palmeiras adotou o gramado sintético como alternativa em seu estádio, o Allianz Parque, em São Paulo. O Athletico-PR foi o precursor entre os clubes brasileiros a adotar esse tipo de "tapete" em sua casa, a Arena da Baixada. 

Recentemente saiu a autorização para o início da movimentação de terra na área onde será construída o estádio, no bairro Camargos, região Noroeste de Belo Horizonte. Com essa licença dada pela prefeitura municipal já será possível que máquinas iniciem os trabalhos de terraplenagem. Por causa da pandemia do coronavírus o cronograma de início das atividades, previsto par abril, deve ser prorrogado.

A grama sintética pode ser um aliado do Atlético no que diz respeito aos eventos, shows de grande porte que o Galo quer agregar como atração na Arena MRV. 

Sette Câmara explicou essa situação: "Teremos muitos shows que ainda não acontecem em BH porque não podem ser no Mineirão, que não tem a modernidade de nossa arena terá, como a mobilidade que os promotores de grandes eventos querem, para mudar rapidamente o palco. Nosso estádio terá esse tipo de coisa”, observou o presidente alvinegro. 


ARRECADAÇÃO MÁXIMA

O presidente do Galo levanta uma questão que entender ser importantíssima: arrecadação integral do Atlético em eventos, shows e jogos.

“Não há um clube no Brasil que tenha um estádio 100% dele, com a receita toda do clube. A WTorrre, que construiu o estádio do Palmeiras, é quem arrecada com shows lá. Em todos os outros estádios foram feito acordos, sempre há situação em que o clube não é detentor de 100% das receitas da arena. No caso do Atlético, tudo o que arrecadado virá para o clube, inclusive o valor pelo aluguel do espaço”. 

DOAÇÃO DO MATERIAL

Sérgio Sette Câmara comentou sobre o aproveitamento de materiais orgânicos para beneficiais instituições assistenciais. E falou sobre a proteção aos animais que serão retirados do seu habitat natural, já que a região onde será construído o estádio é uma mata. 

“A madeira suprimida será encaminhada para a Sociedade São Vicente de Paula, para fazer móveis. Existem biólogos acompanhando tudo, nosso estádio está no começo. Vamos começar a terraplanagem, respeitando a legislação, e daqui a três anos teremos o estádio pronto”

ESTÁDIO

A Arena MRV terá capacidade de 46 mil torcedores e o orçamento inicial para a construção do estádio está orçado em R$ 410 milhões, sem colocar no montante o valor do terreno, avaliado em R$ 50 milhões e doado ao clube pela MRV Engenharia. 

Parte desse valor orçado para a construção virá da venda de uma fatia do shopping Diamond Mall, na região de Lourdes. Outra com a venda dos name rights, Arena MRV, e por cadeiras cativas a serem comercializadas, sendo que 60% do valor será adquirido pelo Banco BMG. 

O projeto aponta que o estádio atleticano terá 40 bares, 68 camarotes e 2.400 vagas de estacionamento. A expectativa é que a Arena MRV seja inaugurada em 2022.