Artilheiro do Brasil em 2009 (42 gols, sendo 39 em torneios oficiais). Campeão mineiro em 2010, com direito à ‘flanelinha’. Hat-trick no clássico contra o Cruzeiro em 2011. “Cereja do bolo” nos títulos da Libertadores e do Estadual de 2013. Detentor da marca de cem gols pelo Galo atingida na Recopa e autor do tento que selou a conquista da Copa do Brasil de 2014. Esse preâmbulo ilustra não apenas o passado de Diego Tardelli como também atesta o quão importante ele foi (e é) para a história do Atlético.

Aguardado neste sábado (15) em Belo Horizonte, o Don Diego pode até provocar um tom de nostalgia em muitos torcedores, uma vez que depois de sua saída, o alvinegro não mais contou com um atacante do mesmo calibre – Lucas Pratto até fez um bom papel em 2015, mas não trilhou uma trajetória à altura –, nem comemorou uma grande conquista, acumulando fracassos em várias competições. Mas é talvez no passado vitorioso do DT9 e na identificação dele com a camisa preta e branca que a Massa se apoia para celebrar novos feitos.

Durante anos, a diretoria atleticana tentou reatar o casamento com o camisa 9. Por várias vezes, isso não foi possível, porque o atacante não queria deixar a China entre 2015 e 2018 e por conta da proposta superior do Grêmio em 2019. O irônico – e curioso – é que na última temporada, o Galo penou com seus homens de frente – Alerrandro, Di Santo e Ricardo Oliveira não deram conta do recado –, e Tardelli teve um desempenho muito aquém do esperado.

Pelo tricolor gaúcho, o careca não conseguiu emplacar a titularidade – a irregularidade culminou na reserva – e marcou apenas sete gols em 47 jogos, ou seja, 0,14 por partida. Em nenhuma temporada pelo Galo a média dele foi tão baixa. A ‘pior’ data de 2013, quando somou 0,34 por duelo, num ano em que o Atlético reuniu um esquadrão, com nomes como Bernard, Jô, Ronaldinho, Guilherme, Luan, Marcos Rocha e outros tantos destaques.

A melhor é a de 2011, mas com um detalhe: foram somente sete partidas, e média de 0,85. Contabilizando uma temporada completa, os melhores números do avante no Galo continuam sendo os de 2009, com 0,75 gol a cada 90 minutos.

O desempenho dos centroavantes Di Santo e Ricardo Oliveira no ano passado não são muito diferentes do rendimento de Tardelli em 2019, embora superiores. O Pastor teve uma média de 0,3 gol por jogo (14 gols em 46 confrontos), enquanto o argentino teve 0,17 por jogo, graças a quatro tentos em 23 embates.

À torcida, fica a expectativa de uma ‘volta por cima’ de Tardelli e que ele possa repetir as glórias do passado em 2020.

Confira as médias de gols de Tardelli ano a ano pelo Galo

Total de jogos: 219
Total de gols: 110
Média: 0,5

2009
Jogos: 56
Gols: 42
Média: 0,75

2010
Jogos: 51
Gols: 25
Média: 0,49

2011
Jogos: 7
Gols: 6
Média: 0,85

2013
Jogos: 52
Gols: 18
Média: 0,34

2014
Jogos: 53
Gols: 19
Média: 0,35