Ninguém tem dúvida de que a crise nos bastidores do Cruzeiro afundou o clube para a Série B do Campeonato Brasileiro e ainda contamina todo um planejamento – a dívida giraria a algo próximo de R$ 1 bilhão, segundo o ex-CEO da Raposa, Vittorio Medioli. No ano passado, ninguém foi capaz de impedir que a série de problemas atingisse o campo de jogo – o famoso áudio do “Fala, Zezé!”, de Thiago Neves, vazada nas redes sociais, a respeito de salários atrasados, foi um dos capítulos emblemáticos dessa antologia de fracassos em 2019.

Grande parte do elenco atual é formado por jovens, muitos deles oriundos da base cruzeirense, que herdaram um peso em suas costas e convivem em meio a notícias preocupantes dentro do clube. Neste cenário, caberá a Adilson Batista o papel fundamental de evitar que tantos imbróglios interfiram no desempenho dessa garotada no dia a dia de treinos e nas partidas da temporada.

Em outras palavras, Adilson será uma espécie de guardião da Toca, um “escudo”, aos jovens valores diante de tantos “ataques” vindos da turbulência atual, e, ao mesmo, um tutor dessas joias em processo de lapidação.

Isso se faz notório nas conversas, cada vez mais frequentes junto aos jovens, seja por meio de palestras ou num papo com um ou dois atletas em separado. Nessas “resenhas”, o técnico reitera o quanto a juventude será fundamental nesse momento de reconstrução. E o Campeonato Mineiro funcionará como um “Enem” a esses garotos.

Cruzeiro

Oportunidades

O cotidiano da Toca da Raposa ratifica aquilo que já se esperava desde o rebaixamento: muitos jovens ganharão a chance de mostrar seu valor neste ano. Nessa quinta-feira, Adilson comandou uma atividade tática, na qual utilizou uma mescla de atletas experientes e jovens formados na base cruzeirense.

Uma das equipes era formada por Fábio; Edílson, Manuel, Léo e Rafael Santos; Adriano, Edu, Maurício e Rodriguinho; Thiaguinho e Vinícius Popó. Thiaguinho, aliás, ainda atua no time júnior da Raposa.