Um 2020 melhor que o 2019 para o América. Esta é realidade do Coelho quando o assunto é a receita proveniente de patrocínios. De acordo com Erley Lemos, diretor de marketing e negócios do clube, não é possível falar em valores, mas a arrecadação só com os parceiros comerciais será 30% maior na temporada que se inicia em comparação ao ano que termina.

Para 2020, o América já está acertado com os seguintes patrocinadores nos uniformes: Banco Semear (espaço master), Supermercados BH (mangas das camisas de jogo), Century Telecom (traseira do short), Premium Saúde (no interior do número) e Exclusive Paper (calção frontal).

O América ainda tenta renovar contrato com a Multimarcas Consórcios e mantém conversas com a Fiat para entender como será o planejamento da montadora de veículos em relação a patrocínios em 2020.

Já está bom, mas pode ficar ainda melhor. O Coelho busca parceiros para dois espaços no uniforme – barra frontal e barra das costas. “Estamos em busca. A gente não pode deixar de completar estes espaços porque essas receitas são importantes para o planejamento do clube. Estamos no mercado buscando empresas de grande porte e outras que ainda não patrocinam o futebol. Estamos com um leque bem aberto, sem revelar nomes por questão de sigilo e tranquilidade para negociação”, destaca Erley Lemos.

Outros negócios

Em um cenário do futebol cada vez mais inflacionado, o grande desafio dos clubes é equilibrar receitas e despesas. Além dos patrocinadores, o América utiliza outras ferramentas para alavancar o faturamento.

“Tem outros negócios também que geram receitas, como escola de futebol, licenciamento de produtos, receitas do match day e programa de sócio. É um grande desafio porque o negócio futebol tem um custo muito elevado e o cenário econômico do país ainda não retomou o crescimento que a gente espera que incentive as empresas a investir de uma forma mais contundente no marketing esportivo”, revela Lemos.

Em 2019, com a saída da Caixa Econômica Federal do patrocínio do futebol, o América teve dificuldades para achar um substituto. O banco estatal, principal parceiro comercial de 25 clubes das Séries A e B em 2018, investiu R$ 6,3 milhões no Coelho na temporada passada.

“Estamos no processo de retomada. Ano passado os clubes sofreram com a saída da Caixa. Os patrocinadores que entraram não tinham tanto apetite. A gente espera que nos próximos anos a retomada aconteça com mais força”, ressalta.

Torcida

O América também promove uma série de ações para buscar novos torcedores, o que, automaticamente, é um sinalizador de receita para o clube. O principal alvo é o público infanto-juvenil. A presença de alunos de escolinhas do Coelho em jogos no Independência é recorrente.

“As ideias que a gente vem executando e que estão dando certo vão permanecer. O projeto de escolas do América, que é um dos maiores do país, contando com mais de oito mil meninos nas escolas em 75 unidades espalhadas pelo Brasil todo, é importante não só nas receitas, mas também na formação de novos torcedores e possíveis atletas que vão entrar nas categorias de base. Além de fomentar este produto escola, que a gente leva ao estádio em todos os jogos, promove ação no intervalo com as escolinhas e entrada em campo com os jogadores”, disse.

O América também continuará realizando parcerias com escolas públicas de Belo Horizonte. A presença de crianças e adolescentes dessas instituições de educação, mesmo muitos torcendo para outros clubes, é comum no Independência.

“A gente também vai permanecer com aqueles projetos de cunho social. Por exemplo, o projeto que a gente tem com a Prefeitura de Belo Horizonte de levar alunos das escolas públicas para assistirem aos jogos”, finalizou Erley Lemos.