O banqueiro alemão Gerhard Gribkowsky foi condenado, nesta quarta-feira (27), a oito anos e meio de prisão pela Corte de Munique, na Alemanha, por envolvimento no caso de suborno nas negociações na compra dos direitos comerciais da Fórmula 1 pelo CVC.
 
Representante do banco BayernLB, ele mediou as negociações entre a companhia e o britânico Bernie Ecclestone, chefe comercial da categoria e que teria pago a ele 44 milhões de euros. 
 
A propina teria sido paga por Ecclestone para garantir que o CVC comprasse os direitos da F-1. O britânico alega ter sido coagido a fazer o pagamento, já que Gribkowsky teria ameaçado revelar os negócios do dirigente da categoria à Receita da Grã-Bretanha.
 
Em prisão preventiva há 18 meses, o banqueiro alemão foi condenado pelos crimes de suborno, evasão fiscal e quebra de dever fiduciário. Na semana passada, Gribkowsky, sonhando com uma redução da pena, admitiu ter recebido 10 milhões de dólares de Ecclestone.
 
O dirigente da F-1 também deve ser alvo da Corte de Munique nas próximas semanas. O promotor Christoph Rodler o considera cúmplice do banqueiro alemão no processo e não uma vítima, como ele alega.