A eliminação do Racing na Copa Libertadores foi conduzida de forma elegante no site oficial do clube: "Terminou o sonho copeiro". Em campo, entretanto, um membro da comissão técnica da Academia revelou um lado racista no Independência. Depois que o árbitro determinou o fim da vitória atleticana por 2 a 1, o treinador de goleiros Juan Carlos Gambandé se dirigiu à torcida alvinegra e simulou descascar uma banana.

Gambandé gerou revolta na torcida, mas o gesto foi flagrado apenas na lente da fotógrafa Cristiane Mattos. Sem nenhuma comprovação do racismo ao término da partida, a Polícia Militar alegou que só poderia agir caso houvesse uma denúncia formal, com as imagens, por meio de um Boletim de Ocorência.

Os jogadores alvinegros também não viram a cena. Para Junior Urso, a melhor maneira de combater tal atitude criminosa é ignorar. "Eu não vi, mas se caso aconteceu, é natural. Eu não vou dizer que é normal, pois não podemos aceitar isso nunca. Mas, se aconteceu, fica na consciência dele. Somos seres humanos, e quem faz isso não merece a nossa atenção", afirmou o volante.

Já o atacante Clayton avaliou que o preparador do Racing deveria ser punido. "Eu acho que, se aconteceu isso mesmo, é vergonhoso. Tem que ver se realmente aconteceu. Se aconteceu, tem que ser punido", declarou.

Conflito entre torcedores e militares

 

O clima na torcida visitante era tranquilo até o fim do primeiro tempo da partida, quando um grupo de argentinos entrou em conflito com a Polícia Militar no setor Cadeira Ismênia. O motivo, segundo pessoas que estavam no local, teria sido o porte de drogas por alguns apoiadores do Racing.

Após o fim do jogo, pelo menos um dos torcedores detidos foi conduzido algemado pelos militares para uma viatura. O sargento responsável não quis detalhar a ocorrência à reportagem.

torcedor preso prisão racing independência

Torcedor do Racing é conduzido após confusão na arquibancada do Independência