O chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, admitiu nesta quinta-feira (30) que pode instruir Jenson Button a ajudar o companheiro Lewis Hamilton na luta pelo título da Fórmula 1, mas garantiu que ainda é cedo para pensar em tal medida. Button já tratou de avisar que, nesse momento, nem pensa em ser escudeiro de Hamilton na reta final da temporada.

Faltando nove etapas para o final do campeonato - incluindo a que acontecerá neste domingo, no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica -, Button ocupa apenas a sétima colocação, com 76 pontos. Hamilton, por sua vez, aparece em quarto lugar, com 117 pontos, 47 atrás do líder do Mundial, o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari.

"Pode muito bem chegar em um ponto (de que Button comece a ajudar Hamilton), mas, com nove corridas pela frente e com 25 pontos por vitória, as coisas podem mudar rapidamente. A McLaren se orgulha de entrar em cada campeonato com os dois pilotos com igual oportunidade de ganhar corridas e lutar pelo campeonato", afirmou Martin Withmarsh.

Mas Button descartou a ideia de ser escudeiro. "Acho que esta é uma conversa sem sentido no momento", disse o piloto inglês, que já foi campeão da Fórmula 1 em 2009. "Não é uma grande diferença (entre eles), é menos que duas vitórias. Vou lutar de todas as formas até chegar à vitória no campeonato ou até que isso não seja mais possível."

"Metade do grid está na frente de seus companheiros e nenhum desses companheiros vai dizer que vai correr para ajudá-lo. Você sempre pensa que tem uma boa chance e, até que essa chance tenha acabado, você luta por ela", afirmou Button. "Seria um campeonato bastante chato se apenas 12 pilotos lutassem por vitória e o resto ficasse só ajudando."