De volta à elite do futebol estadual, da qual estava ausente desde 2011, o Uberlândia seguiu o caminho de vários outros clubes de pequeno e médio portes do futebol brasileiro. Por meio de parceria com um empresário de futebol, o clube teve fôlego para bancar os salários de um grupo de atletas para se reerguer.

Segundo o presidente do alviverde, Guto Braga, a estratégia foi adotada tendo em vista a falta de investidores da própria cidade. Apesar de Uberlândia ser um município com forte presença no setor atacadista, o clube não conseguiu mobilizar empresários locais para investir na equipe.

Convencer os investidores do Triângulo Mineiro, na opinião do cartola, é a maior barreira encontrada pela diretoria do Uberlândia. “Falta um apoio forte do empresariado, que nos últimos anos não tem investido no clube”, lamenta Braga. “Hoje temos um clube organizado, sem dívidas. Mesmo assim andam desconfiados”, acrescenta.

Com contrato de dez anos assinado com um grupo cogestor, formado por investidores paulistas – do segmento da construção civil –, o Uberlândia, clube de 92 anos, dificilmente terá autonomia nas contratações. Isso porque, pelo contrato, Márcio Malamud, presidente do grupo é o responsável por definir quem chega ao Parque do Sabiá.

Para a disputa do Módulo II do Mineiro, por exemplo, 99% dos jogadores foram contratados de clubes das séries A2 e A3 do Paulistão, e assinaram contrato até o final deste mês. O detalhe é que a maioria dos direitos econômicos deles pertencem ao empresário Vágner Ribeiro, mesmo agente de Neymar. Para o Mineiro do próximo ano, a estratégia do Uberlândia será repetida.
 

arte

*Colaborou Mateus Marotta