Falta pouco para começar o grande clássico. Confiante na vitória do Cruzeiro, o volante Henrique se inspira nos versos da música “Black”, da banda norte-americana Pearl Jam, na hora de buscar foco e concentração para o jogo. Do lado adversário, o goleiro Victor curte o refrão de “Paradise”, dos ingleses do Coldplay, enquanto imagina cenas de um novo triunfo do Atlético.

É com os potentes fones nos ouvidos que jogadores de Raposa e Galo conseguem esquecer por alguns instantes toda a responsabilidade na véspera da partida decisiva. No duelo deste domingo (8), às 16h, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro, o roteiro não será diferente.

A playlist dos protagonistas do clássico é bastante variada. Tem de tudo, até a cumbia, ritmo típico da Colômbia e do Paraguai, também apreciado pelo uruguaio Arrascaeta.

Outros preferem o sertanejo romântico de Zezé di Camargo e Luciano, como o volante Leandro Donizete. Ou até mesmo o funk ostentação do MC Nego do Borel, caso do zagueiro Jemerson.

O estilo preferido, porém, é o pagode. O lateral Mayke, os volantes Willians e Rafael Carioca e o meia Dodô engrossaram o coro dos fãs assumidos de Exaltasamba, Inimigos da HP e Sorriso Maroto, entre outros.

Também é grande o grupo dos que aproveitam a música para reforçar a fé. No Cruzeiro, o goleiro Fábio encabeça o time da música gospel, que tem ainda o zagueiro Léo e os atacantes Willian e Marquinhos. No Atlético, os laterais Patric e Douglas Santos, além do atacante Luan, são outros adeptos ao momento de oração.

Já os atacantes Leandro Damião e Cesinha preferem o embalo do sertanejo universitário. O chileno Mena, por sua vez, mostra um gosto variado, passando por reggaeton, hip hop, salsa e música eletrônica.

Os baianos Carlos e Edcarlos e Carlos confirmam a preferência pelo axé. Já a MPB tem apenas um fã entre os titulares: o cruzeirense Paulo André, conhecido também por gostar de literatura e artes plásticas.

Discurso afinado
 
Quando o assunto é o duelo em campo, porém, é hora de dar uma pausa. “Clássico é detalhe, qualquer erro é fundamental. Não pode estar desatento. Qualquer falha, você pode tomar um gol”, destaca o cruzeirense Marquinhos.

Prestes a disputar o primeiro clássico, o atacante Dodô vive a expectativa de realizar um sonho de criança. “Sempre esperei disputar esse jogo como profissional. Não tem como não pensar nisso antes de dormir”, admite o mineiro de Lagoa Santa, criado nas categorias de base do Galo.