A exoneração da coordenadora do setor de Serviços Gerais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Valéria Márcia Carvalho Ildelfonso, uma das responsáveis por elaborar o edital que previa a compra de filé mignon e salmão para os lanches dos juízes e desembargadores mineiros, reacendeu a polêmica em torno do cardápio reforçado.

A compra consumiria R$ 1,7 milhão dos cofres públicos, mas o edital acabou sendo revogado pelo tribunal.

O Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais (Sinjus-MG) disse que a exoneração da servidora causou “estranhamento”, tendo em vista que o cargo ocupado era o mais baixo da hierarquia da unidade responsável pelos processos licitatórios.

“Maior estranheza causam as informações que chegaram até nós de que a administração do TJMG pretende abrir sindicância contra a servidora e que o Gabinete Militar da Presidência do Tribunal de Justiça teria, sem ordem judicial ou determinação expressa da Presidência, recolhido os computadores em que a servidora exercia sua função”, informou o Sinjus-MG, em nota.

Em nota, o TJMG afirmou que o cargo que a servidora ocupava é de livre nomeação e exoneração. A exoneração foi publicada no último dia 6. “A exoneração não representa qualquer penalidade para a servidora. Quando um servidor é exonerado do cargo em comissão, ele volta ao cargo de origem, no caso da servidora Valéria, oficial judiciário”, informou. A servidora não foi localizada.