O ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto afirmou nesta nesta segunda-feira (21) que o impeachment da presidente Dilma Rousseff pode produzir insegurança jurídica no país. 
 
"Não se pode pular a cerca da Constituição", disse o ex-presidente do Supremo após uma palestra em São Paulo. 
 
Ayres Britto disse ainda que, a seu ver, "ainda não há motivos para o impeachment" de Dilma. Segundo ele, para que se configure um crime de responsabilidade é necessário provar uma afronta à Constituição. 
 
Britto -que prestou consultoria para a campanha de Aécio Neves no ano passada- ressalta, porém, que esse é um julgamento político. 
 
O ex-ministro é um dos conselheiros de Michel Temer. Em 2013, o ex-ministro assinou o prefácio do primeiro livro de poesias do vice-presidente intitulado "Anônima Intimidade". 
 
INSEGURANÇA 
 
O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) se reuniu na noite de quinta com oito grandes empresários e também disse que ainda não vê um motivo concreto para o impeachment da presidente. 
 
O tucano mostrou pessimismo com a situação econômica e política e disse não ver saída com Dilma Rousseff no cargo. Ele acha, porém, que, se Dilma cair por uma razão frágil, como as pedaladas fiscais, há risco para a democracia, pois nenhum governo terá mais segurança jurídica de que terminará o mandato.