O Ministério da Justiça e a Polícia Federal devem decidir ainda nesta quarta-feira (10) a data e os detalhes para trazer o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no mensalão, de volta ao Brasil. O governo brasileiro tem até o dia 3 de julho para buscá-lo, uma vez que Pizzolato será liberado pela Justiça italiana para a extradição a partir do dia 15. O prazo para organizar o retorno é de 20 dias.

A PF avalia a hipótese de buscar Pizzolato em avião comercial, mas essa decisão ainda será tomada. Com dupla cidadania, Pizzolato fugiu para a Itália pouco antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no caso do mensalão. Ele teria simulado empréstimos para lavar dinheiro do esquema de compra de apoio político para o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pizzolato sempre negou as acusações e se diz um preso político, versão não aceita na Itália.

Pizzolato foi capturado em Maranello, no norte da Itália, em fevereiro de 2014, e desde então passou quase 1 ano na penitenciária de Modena aguardando o processo de extradição e acusado de ingressar no país com documentos falsos de um irmão morto. Esse tempo será descontado da pena no Brasil.

Ao chegar ao País, Pizzolato será levado para cumprir o restante da pena no presídio da Papuda, em Brasília, mesmo local onde ficaram presos o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino, também condenados no mensalão, entre outros. Uma ala do presídio passou por reforma na gestão do ex-governador petista Agnelo Queiroz e conta com privilégios que outros presos não têm, como banheiro reservado com água quente. Pizzolato deverá ficar preso sozinho numa cela.