A Defensoria Pública de Minas poderá parar por três dias, na próxima semana, em protesto pelo trancamento da pauta na Assembleia Legislativa. Eles alegam que, sem a votação dos créditos suplementares de cerca de R$ 30 milhões no Legislativo, não haverá dinheiro para pagar o salário de dezembro, a ser recebido em janeiro, além do 13º, como publicado na última quarta-feira (10) pelo Hoje em Dia. O governo de Minas limitou-se a dizer que vai pagar o 13º em cota única no próximo dia 20.

“Fomos à ALMG na última quarta-feira (10) pressionar os deputados para destravar a pauta, porque 580 defensores poderão cruzar os braços na semana que vem. De graça ninguém trabalha. A situação é preocupante e vamos definir amanhã sobre a paralisação”, disse o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado, Eduardo Cavalieri.

Para serem apreciadas, as suplementações dependem de consenso entre base e oposição na ALMG quanto às emendas ao projeto de lei que tramita em regime de urgência prevendo isenção do ICMS para o etanol.

Na última quarta-feira (10) não houve quórum e novas reuniões extraordinárias acontecem de 15 a 18 deste mês. Esta quinta-feira (11) seria a última reunião do mês, mas continua o impasse em plenário. O presidente da Casa, deputado Dinis Pinheiro (PP), reafirmou que está cortando o ponto dos deputados faltosos da base de governo e instigou a oposição a mostrar quais são as emendas que “quebrariam o Estado”. “Eles falam que são contra, que vai afetar o caixa do Estado, mas não dizem quais são essas emendas. Eu os desafio a apontar para mim quais são”, disparou.

O líder do governo, Luiz Humberto Carneiro (PSDB) chegou a reclamar que o Regimento Interno da ALMG “dá brechas” para a queda de quórum, permitindo que cada deputado tenha até 1h para falar na tribuna. Ele também confessou que “não sabe” o tamanho da base de governo, hoje.