O relator da comissão especial da verba indenizatória na Câmara de Belo Horizonte, vereador Silvinho Rezende (PT), pediu ao presidente da comissão, Ronaldo Gontijo (PPS), mais 45 dias de prazo para concluir o relatório que vai embasar a nova forma de gestão do gasto público na Casa. Silvinho, no entanto, negou que haja lentidão no processo e garantiu que o Legislativo funcionará durante a Copa.

“Pretendo entregar o relatório antes dos 45 dias. Só não o fiz agora porque falta 25% dos requerimentos que pedi nos gabinetes de cada vereador. Não tem problema coincidir com a Copa, porque na CMBH não vai ter recesso”, disse. Ronaldo Gontijo não recebeu o documento em tempo, porque deixou a Casa, na última terça-feira (13), logo após o fim da sessão plenária. Ao Hoje em Dia, no entanto, ele confirmou que Silvinho teria adiantado que apresentaria o pedido de adiamento.

De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, não há prazo determinado para que Léo Burguês delibere sobre o pedido do petista.

Santa Tereza

Na última semana de votações de maio – que se encerram na próxima sexta-feira – a pauta de votações está travada por um projeto de primeiro turno do vereador Pedro Patrus (PT). O texto, apresentado no ano passado, regulamenta o uso do espaço público do Mercado Distrital de Santa Tereza e rendeu pinga-fogo na última terça-feira (13) e na segunda-feira.

De acordo com o vereador Ronaldo Gontijo (PPS), da base do governo, o projeto tem vício de origem, por tratar de uma área de diretriz especial (ADE), mas a oposição afirma ser uma “questão política”. “É um projeto simples, de votação simbólica, mas é o Executivo quem pode mexer, por ser ADE”.

Para Pedro Patrus, a matéria tem como objetivo manter o espaço de cultura do Mercado. “O líder de governo, Preto (DEM) disse que é vício de origem, mas não é. É um projeto autorizativo e tem dois dias que a base tenta desmobilizar os vereadores para derrubar o quórum. Temos conversado com a base na Casa, mas a prefeitura já cedeu o espaço para a Fiemg fazer escola profissionalizante e nunca mostrou para nós o contrato”, afirmou.