A confirmação da criação de um Tribunal Regional Federal em Minas agradou aos funcionários, advogados e pessoas que dependem dos serviços prestados no local. O clima é de otimismo e a expectativa dos integrantes da Associação dos Juízes Federais em Minas (Ajufemg) é a de que até o fim do ano que vem tudo esteja acertado.

Antes de iniciar as atividades, o próximo passo é definir a composição dos cargos que serão criados. Juízes deverão ser removidos de Brasília, local para onde vão os casos do Estado atualmente, para Minas. O tema precisa ser apresentado em forma de projeto do Superior Tribunal de Justiça (CNJ) no Congresso.

Em relação ao local onde vai funcionar o novo tribunal, a tendência é mesmo de que o prédio do antigo Tribunal de Alçada, localizado na Avenida Francisco Sales,1.446, no Santa Efigênia, seja utilizado.

Na sexta-feira (7), após a confirmação da criação de uma sede do TRF em Minas, o clima era de otimismo na Justiça Federal. O juiz Luiz Eduardo Stancini Cardoso afirma que, com o novo espaço, o tempo de tramitação de um processo poderá cair pela metade.

“Hoje todo o processo pode durar até dez anos, por conta do acúmulo de ações. Agora, acreditamos que com a concentração do serviço em Minas poderemos dar maior celeridade, reduzindo consideravelmente este prazo, para algo em torno de cinco anos”, afirmou.

Assim como o magistrado, funcionários da Justiça também aprovaram a criação. “A impressão que temos é a de que o serviço prestado vai ser melhor e mais ágil. Esperamos que isso se concretize”, disse uma das servidoras.

A advogada Juliana Almeida Ambires também comemorou a promulgação do Congresso e defendeu a expansão dos novos tribunais pelo interior do Estado. “É um avanço importante para todos, uma vez que as pessoas terão maior acesso aos processos e as decisões serão tomadas em um curto espaço de tempo. Agora é preciso pensar também na expansão para o interior, por exemplo nas cidades-pólo”, afirmou.

A sociedade civil também aprovou a criação de um TRF em Minas. “É um avanço e já era esperado isso. O povo espera agora que a burocracia e a demora diminuam”, disse a aposentada Ilza Maria Martins, uma das muitas que dependem da Justiça Federal.

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