O prefeito de Lagoa Santa, na região metropolitana, Dr. Fernando (PSB), deverá ser notificado nesta sexta-feira (17) para prestar esclarecimentos sobre a possível fraude em um contrato firmado pela administração e uma empresa para a locação de caminhões de limpeza. Em meio a um cenário cercado de polêmicas, com manifestações contrárias e favoráveis ao chefe do Executivo, a comissão processante criada na Câmara Municipal da cidade para avaliar o caso promete rigor e isenção na apuração dos fatos.

A intenção é agilizar a convocação do prefeito para que a comissão tenha tempo suficiente para avaliar o caso. O grupo, formado pelos vereadores Carlinhos Barbosa (PP), Aline da Farmácia (PMDB) e Juninho de Pedro (DEM), tem 90 dias para concluir o caso. O prazo começou a contar desde a última terça-feira, quando foi acatada a denúncia apresentada pelo servidor público Ricardo Viana.

Depois de notificado, Dr. Fernando terá dez dias para apresentar sua defesa. Ontem, a reportagem tentou mais uma vez falar com o prefeito, mas ele não atendeu às ligações. Anteriormente, ele havia afirmado, por meio da assessoria, que desconhecia o caso.

Polêmica

A denúncia provocou reações em aliados e adversários do prefeito. Ontem, algumas ruas de Lagoa Santa amanheceram lotadas de panfletos que acusam os vereadores da cidade de terem recebido propina para cassar o socialista. Além disso, muros teriam sido pichados pedindo a saída de Dr. Fernando do cargo.

Procurado, o presidente da comissão processante, Carlinhos Barbosa, criticou a postura dos aliados do prefeito. “Eles espalharam panfletos acusando todos os vereadores. A cidade já não tem um sistema de limpeza adequado e ainda sujaram mais as ruas, com inverdades. Se alguém recebeu para isso, que eles denunciem o caso no Ministério Público ou procurem a polícia”, disse. O parlamentar afirmou ainda que o prefeito terá direito à defesa.

Aumento

Segundo denúncia apresentada com exclusividade pelo Hoje em Dia, Dr. Fernando teria decretado situação de emergência no município no segundo dia do mandato dele. A atitude serviu para dispensar a necessidade de realização de concorrência para contratação do serviço de locação de caminhões.

Depois disso, o prefeito teria encerrado um contrato em vigor no valor de R$ 12 mil mensais por veículo com uma empresa localizada no bairro Tirol, em Belo Horizonte. Um novo acordo com a mesma fornecedora teria sido firmado, só que o valor do aluguel subiu para R$ 19 mil, segundo a documentação entregue aos vereadores, um aumento de 58,75%.

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