Pelo menos oito pessoas morreram e 11 ficaram feridas quando uma caminhonete avançou ontem sobre ciclistas e pedestres nas proximidades do World Trade Center, no Sul de Manhattan, em Nova York. "Esse foi um ato de terror covarde", disse o prefeito da cidade, Bill de Blasio.

De acordo com o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), o motorista gritou Allahu akbar (Alá é o maior), quando saiu do veículo armado com dois revólveres. Atingido por um oficial, ele foi preso e levado a um hospital. A rede de TV ABC noticiou, por fontes, que o motorista é Sayfullo Saipov, natural do Usbequistão.

O governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, descreveu o motorista como um "lobo solitário". Segundo ele, "não há nada que sugira uma ampla conspiração", embora tenha alertado que mais forças de segurança estarão nas ruas da cidade a partir de agora. O prefeito Bill de Blasio afirmou que foi um dia trágico para a cidade e disse que a prefeitura dará suporte às vítimas do incidente. 

O "ato de terror", nas palavras do prefeito, aconteceu poucas horas antes de nova-iorquinos ocuparem as ruas da cidade na tradicional celebração de Halloween. O principal evento seria um desfile no West Village, região próxima do local do ataque. De Blasio pediu que a população fosse "vigilante" e comunicasse às autoridades se visse algo suspeito. Segundo ele, haveria mais policiais nas ruas a partir da noite de ontem.

Esse é o primeiro ataque com veículos nos Estados Unidos a deixar vítimas fatais. Ataques do tipo se multiplicaram a partir de meados do ano passado, quando um tunisiano usou um caminhão para matar 84 pessoas em Nice, na França, durante a celebração de 14 de julho.

Os EUA registraram dois casos antes, em 2006 e novembro de 2016, mas eles não deixaram vítimas fatais. O último grande atentado com veículo ocorreu em agosto, na Espanha, quando uma van avançou sobre uma multidão em uma área turística de Barcelona, deixando 13 pessoas mortas e 100 feridas.

O grupo extremista Estado Islâmico estimula que seus seguidores atuem como lobos solitários com os instrumentos que tiverem à sua disposição. Apoiadores do grupo comemoraram o "ato de terror", apesar do EI não ter assumido, até o momento, a autoria do ataque. Apesar disso, o presidente americano, Donald Trump, utilizou seu perfil no Twitter para dizer que "não devemos permitir que o Estados Islâmico retorne ou entre em nosso país após derrotarmos eles no Oriente Médio e em outros lugares. Basta!". Ele também disse que seus pensamentos, condolências e orações estão com as vítimas e os familiares.