O diretor executivo da Frontex (a agência europeia de controle de fronteiras), Fabrice Leggeri, informou, em entrevista publicada nesta quarta-feira (4) pelo jornal alemão Bild, que foram registradas este ano 800 mil “entradas ilegais” de migrantes na União Europeia (UE).

Lembrando que o fluxo provavelmente ainda não “atingiu o pico”, Leggeri apelou aos países europeus que impeçam a entrada dos migrantes a quem foi negado asilo, para que possam “rapidamente” ser enviados de volta aos seus países.

“Os Estados-Membros da UE têm de se preparar para o fato de ainda termos de enfrentar uma situação muito difícil nos próximos meses”, acrescentou o diretor.

No mês passado, a Frontex informou que 710 mil migrantes tinham entrado na União Europeia nos primeiros nove meses do ano, mas alertou para o fato de muitas pessoas terem sido contabilizadas duas vezes. A agência lembrou que a passagem irregular pelas fronteiras pode ser tentada pela mesma pessoa várias vezes.

“Isso significa que um grande número de pessoas que foram notificadas quando chegaram à Grécia foram novamente contabilizadas quando entraram na UE pela segunda vez, por meio da Hungria ou da Croácia”, explicou a agência.

De acordo com os dados mais recentes da Agência da ONU para os Refugiados, mais de 744 mil cruzaram o Mediterrâneo este ano, a maioria em direção à Grécia.

Nesta quarta-feira, o governo grego fez a primeira redistribuição de um grupo de 30 refugiados sírios e iraquianos, que partiram do Aeroporto Internacional de Eleftheros Venizelos, em Atenas, para Luxemburgo.

As seis famílias, quatro sírias e duas iraquianas, entre as quais há menores portadores de deficiência, embarcaram em um voo da companhia Aegean com destino a Bruxelas, de onde seguirão de ônibus para Luxemburgo.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, participou de rápida cerimônia no aeroporto, juntamente com o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, o comissário e o ministro grego para a Imigração, Dimitris Avramopulos e Yanis Muzalas, respectivamente, e o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros de Luxemburgo, Jean Asselborn.