Muçulmanos peregrinos retomaram os ritos finais do hajj nesta sexta-feira (25), após 717 pessoas morrerem no dia anterior em uma confusão na qual duas ondas de fiéis se chocaram em um corre-corre, no mais mortífero desastre na peregrinação anual em 25 anos.

A peregrinação do hajj é o principal pilar do Islã e deve ser realizada por todos os muçulmanos que tiveram condições financeiras ao menos uma vez. Neste ano, cerca de 2 milhões de pessoas de 180 países participam da peregrinação de cinco dias, que termina no sábado. O ambiente, porém, está sombrio após a tragédia, apesar de o hajj coincidir com o Eid al-Adha, um importante feriado muçulmano.

Entre os 717 mortos havia pessoas vindas de Irã, Egito, Turquia, Índia, Paquistão e Afeganistão. A tragédia ocorreu em Mina, um grande vale que fica a 5 quilômetros de Meca e onde já houve mortes causadas por correrias no passado. O rei saudita, Salman, determinou a formação de um comitê para investigar o incidente.