GAZA (AFP) - O movimento islamita Hamas condenou, neste sábado (3), a morte de um jovem palestino na véspera por disparos de soldados egípcios na fronteira com a Faixa de Gaza.
 
"Condenamos a morte do menor de idade Zaki Hopi por disparos de soldados egípcios na fronteira, e consideramos o ocorrido como um fato perigoso e um uso excessivo da força", disse a organização islamita em comunicado. "O que ocorreu não está de acordo com as relações de vizinhança entre irmãos", completou.
 
O porta-voz dos serviços de emergência de Gaza, Ashraf al Qudra, disse que Hopi tinha 17 anos, e não 23, como foi afirmado na sexta-feira.  De acordo com Al Qudra, o jovem morreu na cidade de Rafah, na fronteira com o Egito, ao ser atingido por disparos de soldados egípcios. "Os militares dispararam em Hopi pelas costas e a bala atingiu o coração. Ele morreu na hora", afirmou.
 
Segundo o porta-voz, esse é o primeiro palestino morto na fronteira entre Gaza e Egito "em muito tempo".
 
Do lado egípcio, funcionários do serviço de segurança informou que o exército disparou contra "moradores de Gaza que haviam se infiltrado no Sinai", na fronteira com o enclave palestino. "Os soldados responsáveis pela proteção da fronteira dispararam contra seis homens dos quais três voltaram para Gaza. Os outros três foram detidos", afirmaram os  funcionários. "Um deles provavelmente foi ferido a balas".
 
O Egito suspeita de que há palestinos que ajudam a cometer atentados jihadistas contra suas forças armadas. Esses ataques se multiplicaram desde que o exército egípcio substituiu o presidente islamita Mohamed Mursi em julho de 2013.
 
Na terça-feira, o Egito anunciou que trabalharia, a partir da próxima semana, no reforço da fronteira com  Gaza. Para isso, serão demolidas 800 moradias.