Passado praticamente um ano e meio da pandemia da Covid-19, continua crescendo a oferta de cursos de capacitação e de gestão de negócios oferecidos a micro e pequenos empresários e, também, àqueles que viram na informalidade uma maneira de garantir sustento.

Em Minas, entidades como a Fundação Dom Cabral (FDC), o Sebrae e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) já atenderam mais de 5 mil empresários desde o início da crise sanitária. Foram centenas de horas de aulas, oficinas ou consultorias que ensinaram aos empresários desde de como fazer a gestão financeira correta dos negócios a como criar estratégias de marketing digital e modificar canais de venda.

Uma dessas iniciativas é o “Pra Frente Play”, da FDC – uma plataforma de streaming de conteúdo com vídeos, podcasts, e-books, quiz e missões, totalmente gratuita, voltada à capacitação de Microempreendedores individuais (MEI). No piloto do programa, aplicado no ano passado, cerca de 100 dos 600 inscritos eram de Minas. Agora, a meta é chegar a 5.500 em todo o país – sendo pelo menos 1 mil mineiros. 

Segundo Ana Carolina Almeida, gestora do “Pra frente...”, os conteúdos acabam dando oportunidade para que muitos alunos deixem de ver o próprio negócio como um “bico”, e sim uma oportunidade real de transformá-lo em saída definitiva do desemprego. “Isso acontece principalmente porque eles não têm conhecimento e, ao adquiri-lo, descobrem que o que era uma solução temporária pode gerar uma mudança radical”, destaca Ana.

Ao aplicar conteúdos ligados à melhoria da gestão, muitas pessoas descobrem que podem viver muito bem do seu empreendimento 

Novos empreendedores 

Um destes casos é da exprofessora Lourdes Honório, de 46 anos, que deixou a docência para se dedicar à produção de artigos personalizados para festas. Em 2020, no auge da pandemia, ficou sem emprego e resolveu criar o empreendimento. “O que eu aprendi no programa foi a ter visão estratégica do negócio. O curso me permitiu fazer ajustes que hoje estão me dando resultados. Já estou até comprando mais uma máquina para fazer os brindes e nem penso em voltar para a sala de aula”.

Outro exemplo é o da auxiliar de serviços gerais Elaine de Cássia Cabral. Há três anos, ela abriu MEI para produzir acessórios infantis e adultos, mas não conseguia ver lucro. “Descobri que fazia tudo errado na gestão financeira. Hoje, com o que aprendi, já vejo o crescimento. Em breve, vou conseguir viver apenas do meu negócio”, garante Elaine.

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