A possível liberação de R$ 1,2 bilhão para a construção da linha 2 do metrô de Belo Horizonte, anunciada nesta semana por diversas autoridades - entre elas o senador mineiro Carlos Viana (PDS), o ministro da Infraestutura, Tarcísio Freitas, e o próprio presidente Jair Bolsonaro -, está ameçada. 

Tão logo foi dada a notícia sobre   a suposta destinação da verba, referente a uma multa paga pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), da Vale, por abandono de ramais ferroviários em Minas e outros estados, setores do Ministério da Economia passaram a questionar detalhes técnicos da operação.

Parlamentares de outras unidades da federação, interessados em direcionar os recursos a  suas bases, engrossaram as críticas sobre a iniciativa. Disseram, por exemplo, que o assunto ainda dependeria de um complexo acordo judicial, envolvendo MPF, AGU e outras instâncias governamentais, e de debates no Legislativo, referentes ao orçamento da União – o que poderia adiar o assunto para o ano que vem. 

Nesta sexta-feira (4), contudo, o senador Carlos Viana, que, na quarta-feira, revelou ao Hoje em Dia a expectativa de que o dinheiro para a ampliação do metrô (a fase 2 seria do Calafate  ao Barreiro, reduto eleitoral dele) pudesse chegar ao Estado neste mês, reforçou a convicção de que a capital será beneficiada – mesmo havendo posições opostas dentro do governo.

“Quero deixar bem claro a todos: o presidente Jair Bolsonaro, os ministérios envolvidos, eles têm um compromisso político com Minas nessa questão. O que vamos e caminhar agora com mais atenção é com relação aspectos técnicos: como vamos fazer o repasse para que a gente não passe a uma questão jurídica”, disse Viana, nesta sexta-feira (4), em entrevista a uma rádio de BH.

O senador afirmou ainda que o anúncio dos recursos para a cidade, feito pelo presidente Bolsonaro pelas redes sociais, no meio da semana, despertou forças contrárias à destinação do dinheiro da multa da Vale, assim como teria ocorrido em 2019. “O que aconteceu ano passado, quando perdemos esse recursos, e foram sete parcelas já depositadas, está acontecendo novamente. Tem gente demais contrária a isso, torcendo para que dê errado, e precisamos agir com muita estratégia e cautela”, disse.