A capacitação de funcionários está na pauta de atividades de mais da metade (52%) das Micros e Pequenas Empresas (MPEs) mineiras, neste ano. Segundo pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), a maior parte dos treinamentos (66%) deverá ser direcionada à área administrativa.

O levantamento mostra que o interesse dos patrões em investir na melhoria do desempenho de seus empregados está acima do que foi registrado em 2012 (32%).
 
“Cada vez mais temos observado, em conversas com empresários, que o investimento na capacitação aumenta a produtividade e traz resultados positivos para a empresa, porque o empregado fica em dia com o mercado”, afirma a analista da unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, Carolina Xavier.
 
Renovação
 
Segundo ela, 83% das MPEs que ofereceram treinamentos aos seus funcionários no ano passado demonstraram intenção de repetir o processo nos próximos meses, indicando satisfação com a estratégia adotada e com os resultados obtidos.
 
“Isso foi o que mais me chamou a atenção na pesquisa. É a tradução de que o empresário está atento às mudanças do mercado, o que é compatível com o que temos observado em termos de tendência: a capacitação vale a pena”, diz Carolina.
 
O estudo mostrou, também, que a indústria foi – e continua sendo – o setor de atividade com maior incidência de funcionários capacitados no último ano (40%). Em 2014, a intenção dos empresários da área chega a 57%, enquanto a do comércio, por exemplo, é de 48%.
 
Investimentos
 
De acordo com levantamento feito pelo Sebrae Minas em 2013, os empresários estão mesmo mais dispostos a investir nos treinamentos. No terceiro trimestre do ano passado (quando foi feito o último balanço), cerca de 10% das MPEs do Estado recorreram à capacitação, com desembolso médio de R$ 2.163. 
No trimestre anterior, a média de participantes foi semelhante, mas os investimentos foram 135% inferiores (R$ 917,70).
 
“Em alguns casos, a capacitação do funcionário também é feita por outros colegas de trabalho, uma forma de aproveitar a expertise e de reter talentos. Mas o interessante é estar sempre calibrando as coisas, para oxigenar os negócios”, afirma a analista.