As montadoras de veículos pediram ao governo a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para importação de uma cota de automóveis híbridos e elétricos até 2017. A proposta foi apresentada nesta sexta-feira pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, ao ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Hoje, o IPI para esse tipo de veículo é de 25%. As montadoras pedem que o tributo seja reduzido ou até zerado, como forma de baratear o produto.

Pela proposta, seria permitida a importação dentro de uma cota que começaria em 450 veículos por ano, por fábrica, em 2013. Em 2017, a cota chegaria a 2,4 mil veículos anuais por empresa. Ao mesmo tempo, seria dado o incentivo tributário para empresas que queriam produzir no Brasil autopeças para esse tipo de veículo, que teriam de começar a ser montados no País em 2020, quando esse outro incentivo terminaria. "O ministro recebeu bem a proposta e acha que esse tipo de veículo será benéfico do ponto de vista de eficiência energética e do meio ambiente", afirmou.

Grupo

Moan afirmou que a Anfavea fará parte de um grupo interministerial que já avalia hoje a questão da fabricação de veículos híbridos e elétricos no Brasil. "A Anfavea será incluída nesse grupo para auxiliar o governo", disse. "Ninguém sabe qual o tamanho do mercado e qual o comportamento do consumidor brasileiro com essas novas tecnologias, por isso esse período de teste e de conhecimento do mercado consumidor", disse.

"Todas as montadoras que são associadas à Anfavea já têm disponível esse tipo de tecnologia no exterior." Ele destacou que a habilitação das empresas para importação dos veículos e também para a fabricação no Brasil seria feita dentro do Inovar-Auto, o regime automotivo que vigora no País até 2017.