Puxe na memória tudo o que se costuma associar ao Caribe: ritmos envolventes; muito colorido; calor; praias paradisíacas; mar transparente, mas de tons intensos; povo simpático; e grandes quantidades de turistas, vermelhos como pimentões, estendidos sob o sol que brilha quase o ano inteiro. A 240 quilômetros a sudeste de Porto Rico, há uma ilha que, de tão pequena, quase passa despercebida de um observador menos atento.
 
Nessa ilha, o visitante encontra todos aqueles elementos citados acima, em abundância. Mas com uma variável peculiar: a forte influência europeia, seja na arquitetura, na língua, na gastronomia ou na vocação para os esportes náuticos.
 
Sint Maarten é o nome da parte holandesa dessa ilha. Saint Martin, o da parte francesa. É incrível como, num pedaço de terra tão pequeno, com apenas 96 quilômetros quadrados, há dois países, com línguas e costumes distintos. E é isto que torna St. Maarten/ St. Martin um lugar tão especial: a possibilidade de vivenciar culturas diferentes, conhecer lugares tão diversos, deslocando-se poucos quilômetros.
 
St. Maarten, o lado holandês, começou a investir pesadamente na divulgação de seu potencial turístico no início dos anos 2000 – e não parou.
 
A gastronomia é um dos pontos fortes do país, que tem Philipsburg como sua capital. Os cassinos, permitidos apenas nessa parte, são um grande chamariz de turistas norte-americanos e europeus. Por não cobrar impostos aduaneiros, toda a ilha é um verdadeiro free-shop encravado no Mar do Caribe.
 
A vida noturna, nas duas partes, também é muito agitada.
 
Mas o Caribe não é só para agitos. Quer descansar, esquecer os problemas? O lugar é aqui. Caminhe pelas praias Dawn, Cupecoy e Mullet Bay, em St. Maarten, ou pela Orient e Baie Rouge, em St. Martin.
 
No fim da tarde, com uma cerveja ou outro drink na mão, pare para se deslumbrar diante de um pôr-do-sol magnífico. St. Maarten, assim como todo o Caribe, é um lugar para se conhecer sem pressa. Para se viver plenamente.
 
 
 
Pouso vira atrativo turístico
 
A emoção de se visitar St. Maarten já começa antes mesmo de se pisar na ilha. Quando o avião se aproxima da ilha, quase não se vê, lá de cima, a pista do aeroporto internacional Princesa Juliana, que fica em Philipsburg, a “capital” do lado holandês.
 
A pista é realmente curta, e começa poucos metros depois da faixa de areia de Maho Beach. Os aviões maiores passam muito, mas muito perto da praia, poucos metros acima dos banhistas, que ficam maravilhados ao ver Boeings 747 passando “raspando” em suas cabeças.
 
Mas essa é impressão é mais por parte das pessoas: os pilotos já estão mais que acostumados a pousar ali.
 
Um dos programas mais divertidos é o “12-Metre Challenge Regatta”, com barcos que participaram da America’s Cup. Às vezes, as ondas assustam bastante, mas a diversão e a adrenalina são garantidos
 
Meio europeia, meio caribenha
 
O lado holandês, cuja capital é Philipsburg, e o francês, que tem sua administração centralizada em Marigot, são bem diferentes um do outro. E, mesmo assim, não têm fronteiras demarcadas. Apenas uma sinalização na estrada informa ao passante que se “atravessou” para o outro lado. Em outra placa, na parte francesa, uma frase resume o espírito da ilha: “St. Martin: many cultures, one people, one country” (“St. Martin: muitas culturas, um só povo, um só país”).
 
Tem de tudo, para cada um. As 37 praias de Sint Maarten/ Saint Martin são a prova de que, nesta ilha, há espaço para todo tipo de pessoa, da mais tradicional e pacata à mais exibida, adepta do naturismo.
 
Apesar de a Holanda, em especial Amsterdam, ser conhecida por sua liberalidade em relação a vários aspectos – sexualidade, drogas –, o lado holandês da ilha é mais tradicional. Os guias nos orientam. Oficialmente, nem mesmo o topless é permitido em St. Maarten. Mas, no caso dos turistas, as autoridades fazem certa vista grossa, pois é bastante comum, já que a maioria das frequentadoras são europeias.
 
St. Maarten tem bonitas praias, sendo as mais famosas a Dawn Beach, Maho Beach, Little Bay Beach, Mullet Bay Beach e Cupecoy Beach. A Dawn Beach é uma das maiores da parte holandesa e uma das mais bonitas de toda a ilha. Extensa, ela é muito procurada pelos madrugadores – e também pelos notívagos, ao final de uma noitada agitada – devido ao seu nascer do sol de cartão-postal. Dawn, em inglês, significa “alvorada”.
 
No lado francês, o topless é mais difundido. A “capital” é Marigot, que é um ótimo lugar para compras mais sofisticadas.
 
Seja pela manhã, à tarde ou à noite, o que não falta em St. Maarten são bons restaurantes. Na verdade, come-se muito bem em toda a ilha, tanto na parte holandesa, quanto na francesa. Você encontra culinária francesa, italiana, alemã, oriental, caribenha – tudo da melhor qualidade. Os preços não são os mais baratos, mas vale a pena.