Enquanto a Honda não define a data de lançamento da nova geração do Civic por aqui, que será importada, lá fora a marca já apresentou a derivação esportiva Si. Mais fraco e mais conservador, o sedã esportivo pode frustrar diante da atual geração, mas ele tem seus méritos.

Aliás, não é nada que desabone o carro. O novo Si teve seu motor 1.5 turbo ajustado para 202 cv, apenas cinco a menos que seu antecessor. Além disso, a carroceria é mais leve, o que torna a relação peso/potência ainda melhor. Sem contar que a estrutura é mais rígida, o que torna o comportamento dinâmico do novo Si superior.

Na mão

Mas o que não poderia mudar de forma alguma, foi mantido. A versão terá apenas transmissão manual de seus marchas. Quem já dirigiu uma das três gerações do Civic Si vendidas no Brasil sabe que grande parte da graça está no câmbio. A Honda ainda garante que as relações foram encurtadas em 10% e o pico de potência do motor foi regulado para 6 mil rpm. Ou seja, cerca de 300 giros abaixo da atual configuração. Tudo isso deixará o novo Si ainda mais arisco, mesmo que menos potente.

Na Europa a marca revelou a carroceria hatchback, mas com estilo de teto inclinado, semelhante o modelo vendido por aqui, mas com para-brisas unido à tampa do porta-malas. Não se sabe se ela receberá também a versão apimentada ou será poupada para uma nova geração do furioso Type-R.

Por aqui

No Brasil o ciclo do Civic nacional está à beira do fim. A previsão é que o modelo deixe de ser produzido em novembro para dar lugar à nova geração, que virá importada. Fabricado desde 1997, o Civic foi o modelo que abriu os trabalhos na unidade de Sumaré (SP). 

No entanto, a combinação da queda de demanda pelo modelo e o custo da nova plataforma fizeram com que a Honda desse prioridade na produção local da nova geração do HR-V e optasse pela importação do sedã. 

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