Diante da nova greve dos tanqueiros, que já atinge seis estados brasileiros, incluindo Minas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu o auxílio emergencial para caminhoneiros autônomos nessa quinta-feira (21). A declaração foi dada durante a live semanal nas redes sociais do líder do Executivo. 

Segundo o presidente, o benefício será de R$ 400 mensais. Contudo o tema ainda gera impasses dentro do Ministério da Economia, já que, como mencionado na transmissão, existem secretários da pasta que não são a favor do novo auxílio. “Alguns na equipe econômica não querem, outros acham que é possível. Então, havendo um novo reajuste, nós daremos o auxílio para os caminhoneiros... Agora, tem secretário que quer fazer a sua vontade, então o ministro tomou a sua decisão e nós vamos gastar dentro do teto, porque as reformas ainda continuam”, informou.

Se criado, o novo benefício estará dentro do teto de gastos do governo federal. Essa medida, de acordo com o líder do Executivo, será tomada para não causar nenhum desequilíbrio nas finanças do país. “Havendo desequilíbrio a inflação explode e todo mundo perde com isso”. 

Ainda na live, Bolsonaro disse que muitos não querem que as “soluções” sejam tomadas. “Agora, tem gente botando fogo e lenha na fogueira. Essas pessoas não querem resolver o problema do Brasil querem derrubar o Presidente”.

Revolta

Após o pronunciamento de Jair Bolsonaro, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, também conhecido como Chorão, criticou a declaração do presidente e a possível criação do auxílio emergencial para caminhoneiros. Para Landim, o benefício de R$ 400 reais não supre as necessidades dos profissionais. 

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