Pela primeira vez desde que o Índice Iscon do Sebrae-Minas foi criado, em novembro do ano passado, a construção civil não aparece mais como o setor mais otimista da economia mineira. Divulgado ontem, o Iscon aponta que a confiança do segmento regrediu ao patamar de junho, com 123 pontos percentuais, sendo também o único setor que não apresentou crescimento no mês de agosto. Em julho, a construção civil apresentou índice de 125 pontos.

Para Afonso Maria Rocha, superintendente do Sebrae Minas, a explicação está nos últimos movimentos da economia. “O aumento nos custos de produção e das taxas de juros têm impactado fortemente o setor e explicam em parte essa queda na confiança”, destaca.

Já no segmento da indústria, ocorreu o inverso. O setor foi o menos confiante de julho, com 117 pontos, e agora, na pesquisa de agosto, passou à condição de mais otimista, com 126 pontos. Neste caso, a expectativa é atribuída a uma percepção de melhora dos demais segmentos, como explica Rocha, do Sebrae: “A pesquisa Iscon mostra um aumento expressivo das expectativas do setor (da Indústria) em relação aos negócios de um modo geral”, afirma.

No caso de Serviços, apesar de ter registrado o menor nível de confiança entre os setores, tem apresentado uma forte recuperação desde abril. Em julho, registrou 117 pontos, uma variação de apenas um ponto em relação a junho, mas em agosto, com 122 pontos, foi o segundo setor que mais cresceu em confiança, variando cinco pontos em relação ao mês anterior.

Assim como a Indústria e os Serviços, o Comércio apresentou o seu maior nível de confiança desde o início da série histórica da pesquisa Iscon, atingindo 123 pontos contra 122 de julho.

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