O aplicativo VCMulher é o resultado de mais de 8 anos de pesquisa e tem como objetivo capacitar profissionais de saúde para identificar se uma mulher é vítima ou se ela corre o risco de sofrer violência doméstica. “A atenção básica é a porta de entrada das mulheres que são vítimas desse tipo de violência”, explica a coordenadora da projeto e doutora em Modelos de Decisão e Saúde, Kerle Dayana Lucena.

Criado por pesquisadoras da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o app reúne 27 questões relacionadas à qualidade de vida da mulher e de possíveis riscos de violência doméstica. Diante das respostas, através de padrões e estatísticas, é calculada a probabilidade entre baixo, médio ou alto risco de uma mulher ser vítima de violência doméstica.

Só em 2020, com o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19, houve aumento do percentual de ocorrências em residências nos registros dos crimes mais graves. Para violência física, o percentual aumentou de 59,8% em 2019, para 64,1% em 2020. Para violência sexual, a variação foi muito maior: de 57,8% em 2019, para 65,9% em 2020, segundo dados do Monitor da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher no Período de Isolamento Social, do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Um outro dado alarmante revela que mais de 120 mil mulheres foram vítimas de agressão doméstica em 2020. Ou seja, a cada 2 minutos uma mulher é vítima de discriminação de gênero no Brasil. O VCMulher é mais uma ferramenta para auxiliar no combate à violência doméstica e vai ajudar a diminuir a subnotificação dos casos, segundo Kerle Dayana. O aplicativo pode ser acessado neste link.    

Acompanhe a entrevista na íntegra: