Cerca de 79,4% das famílias brasileiras estão endividadas com o cartão de crédito, um facilitador de compras imediatas e parceladas. O mestre em administração de empresas e professor de Mercado Financeiro e de Capitais e Direito Econômico das Faculdades Promove e Kennedy, Danilo Eustáquio de Oliveira Filho, lembra que o cartão de crédito é um valor rotativo e que, normalmente, tem taxa de juros muito mais altas.

O especialista alerta que o principal risco do uso dessa modalidade é pagar o mínimo da fatura, o que pode comprometer ainda mais as finanças se a pessoa não tiver disciplina para fazer o pagamento no mês seguinte e virar uma “bola de neve”.  

Um outro problema apontado por Danilo Eustáquio é encarar o cartão de crédito como extensão do salário. Isso acontece quando o dinheiro do mês acaba e a pessoa começa a fazer os pagamentos com o cartão, mas se esquece que no mês seguinte terá de pagar a fatura novamente.

“O cartão de crédito deve ser usado em situações em que a pessoa sabe que vai ter o dinheiro para pagar no próximo mês, ele não é um vilão, as pessoas só precisam comprar com consciência para ter os benefícios que ele pode oferecer”, conclui o professor de Mercado Financeiro e de Capitais e Direito Econômico das Faculdades Promove e Kennedy.

Acompanhe a entrevista na íntegra.