O clima esquentou na primeira sessão da legislatura 2021-2024 da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), nesta sexta-feira (1º). Durante o discurso dos parlamentares, ideias divergentes dominaram.
 
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Vereadores tomaram posse nesta sexta-feira

 
Em seu discurso, o vereador Wesley da Autoescola (Pros) parabenizou a Professora Marli (PP) por “ser a professora mais votada de BH” - ignorando a professora Duda Salabert (PDT), que se tornou a parlamenta que mais recebeu votos na história da capital mineira.
 
Em resposta, Duda Salabert afirmou em plenário que “atos de transfobia são passíveis de prisão e que não serão aceitos sob nenhuma hipótese”. 
 
Outro tema levantado na Casa foi a da educação. Novato na Casa,  Nikolas Ferreira (PRTB) defendeu que “nossos filhos não sejam alvo de ideologização e que é direito de defender uma escola livre de pressões de determinados grupos”. 
 
Em contrapartida, a vereadora Macaé Evaristo (PT), também estreante, disse que “é dever da CMBH defender uma educação inclusiva e que prepare cidadãos que ajudem a construir uma BH mais igualitária”.

Mulheres

O debate entre as mulheres também permeou os trabalhos - a atual legislatura tem a maior representação feminina da história, com 11 parlamentares. 
 
A vereadora Bella Gonçalves (PSOL) disse que “o posicionamento das mulheres na Casa tem que para ser estabelecer uma cidade aonde os corpos sejam preservados e que as mulheres sejam respeitadas”. 
 
Logo em seguida, Flávia Borja (Avante) - que faz parte da bancada evangélica- rebateu a fala de Gonçalves dizendo “que estava na CMBH justamente por ser conservadora e não feminista, e que defenderia os valores da família”.