As atividades da mineradora Samarco foram retomadas nesta sexta-feira (11) em Mariana, na Região Central de Minas. A reativação acontece pouco mais de cinco anos depois do rompimento da Barragem de Fundão, que provocou a morte de 19 pessoas e um impacto ambiental na bacia do Rio Doce.

De acordo com a mineradora, o primeiro passo é de preparação para a reativação da mineração. A Samarco explicou que foi iniciado o comissionamento integrado das operações no Complexo de Germano, com a operação de um dos seus três concentradores e da nova planta de filtragem de rejeitos. Haverá um teste dos equipamentos que irão operar no momento da retomada da mineração.

“O reinício das operações atualmente está previsto para a segunda quinzena de dezembro quando se espera o começo da produção de pelotas de minério de ferro no Complexo de Ubu (ES), e após finalizados todos os testes dos equipamentos. A empresa retomará suas atividades com 26% da capacidade produtiva”, afirmou a empresa.

Pelo Facebook, o prefeito de Mariana, Duarte Júnior (Cidadania), defendeu o retorno das atividades da empresa, que recebeu o licenciamento para voltar a minerar na região em outubro do ano passado.

“Nossa economia vem melhorando, dentro do possível, mas reconheço a importância da mineradora na geração de emprego neste momento e tenho a certeza que o reflexo deste retorno será positivo para milhares de famílias e, consequentemente, para toda cidade”, disse o prefeito.

Enquanto a Samarco retoma as atividades de mineração, a tragédia provocada pelo rompimento de Fundão ainda é uma questão não resolvida em Mariana e nos outros municípios atingidos. Os moradores de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira ainda não foram reassentados e, até o momento, ninguém foi condenado pelo rompimento na Justiça. 

A Fundação Renova - entidade mantida pelas mineradoras e criada para trabalhar as reparações sociais e ambientais em Mariana e ao longo da bacia do rio Doce - afirma que foram pagos R$ 2,6 bilhões em indenizações e auxílios emergenciais a mais de 320 mil pessoas.

A fundação informou que as obras nos reassentamentos chegaram a ser suspensas em dois momentos, devido à pandemia, mas foram retomadas em 15 de junho, após autorização da Prefeitura de Mariana. “De forma gradual e com todas as medidas de segurança”. Veja mais informações aqui