O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), ligado à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), está lançando, em Contagem, o Centro da Indústria 4.0 para atender às soluções de educação, tecnologia e inovação, considerando os desafios e oportunidades mundiais atrelados à Quarta Revolução Industrial.

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Com a formação direta hoje de aproximadamente 100 mil alunos por ano, as 73 unidades do Senai no Estado têm se remodelado com agilidade para garantir a capacitação de alunos para o parque industrial mineiro

“Será uma escola, com seus espaços de treinamento e laboratórios. Vamos capacitar para a indústria 4.0, no processo de automação da indústria, da internet das coisas”, conta o vice-presidente da Fiemg e gestor do Senai, Teodomiro Diniz. Segundo ele, este Centro da Indústria 4.0 já está recebendo inscrições para os cursos que serão realizados no próximo ano.

Desenvolvimento da indústria se entrelaça com a própria história do Estado, mostra a 
série de reportagens Minas 300 Anos 

Nessa nova revolução, as empresas devem estar preparadas para atender às necessidades do mercado por produtos mais inteligentes e customizados, demandando a introdução de tecnologias nos processos industriais, com profissionais familiarizados com essas tendências.

Teodomiro Diniz conta que o Centro de Inovação e Tecnologia (CIT), que funciona hoje no bairro Horto, em Belo Horizonte, também já tem trabalhado com parcerias e na capacitação para a Indústria 4.0. Neste ano, cerca de 50 alunos, que já trabalham nas principais indústrias do Estado, se formaram no primeiro curso de pós graduação (especialização) em Manufatura Avançada, em parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto Fraunhofer (IPK).

O curso com término previsto para novembro de 2021 está dotando especialistas com a capacidade de integrar sistemas de produção e de manufatura, alinhados com as novas tecnologias que se aplicam na indústria. A capacitação teve imersões no ITA, em São José dos Campos, e prevê uma rodada no IPK, em Berlim (Alemanha) para setembro do próximo ano, dentro dos parâmetros previstos nos protocolos sobre a pandemia da Covid. 

“É um espaço que trabalhamos diretamente em parceria com a indústria no desenvolvimento de processos inovadores e de implementação de tecnologias. Recentemente, nós implantamos lá um canteiro de inovação e desenvolvimento tecnológico da MRV. Temos também grandes empresas lá dentro, como a Arcelor Mittal, Embraer, Fiat, Petrobras e Anglo Gold”, conta Teodomiro Diniz.

Com a formação direta hoje de aproximadamente 100 mil alunos por ano, as 73 unidades do Senai no Estado têm se remodelado com agilidade para garantir a capacitação de alunos para o parque industrial mineiro. “Essa capacidade do Senai foi muito importante nessa época agora de pandemia, porque conseguiu se reinventar rapidamente, não paralisar e continuar a formação de mão de obra, a formação de inteligência em todas as áreas”, salienta, lembrando que o Senai participa hoje da formação de trabalhador para qualificá-lo para a indústria de qualidade, para a indústria 4.0, até o desenvolvimento de tecnologias e inovações para o setor.

Teodomiro Diniz garante que o Senai está hoje absolutamente integrado às demandas de desenvolvimento da indústria mineira. “Temos hoje um posicionamento muito positivo, tanto de qualidade quanto de produtividade das ações comparativamente com outros Senais do país. Estamos em uma posição bastante privilegiada, com amplo número de formação, com um custo/aluno bastante razoável. O Senai em Minas é muito eficiente, produz muito com o orçamento que tem”, garante.

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