Apesar de não ser uma solução imediata, buscar Parcerias Público-Privadas (PPPs) é algo visto como alternativa para os próximos gestores equilibrarem as contas devastadas pelos efeitos da pandemia de Covid-19. Os prefeitos, eleitos e reeleitos, estão com muitos “abacaxis” nas mãos. Os reflexos de 2020 ainda serão evidentes e, para piorar, o fim de programas de transferência de renda para a população carente pode comprometer ainda mais o caixa.

As novas gestões nas 853 cidades assumem daqui a um mês. “Não é para curto prazo ( sobre as PPPs), pois se trata de um processo lento, que depende dos tribunais de contas, tem processo licitatório. Mas como estamos falando de um mandato de quatro anos, os prefeitos podem focar nisso”, afirma o economista Igor Lucena.

A ideia é balizada pela possibilidade de poupar nos gastos, explica Lucena. Ele cita que iluminação de prédios públicos, com energia solar e tarifas diferenciadas, é uma possibilidade. “Existem exemplos em cidades do Nordeste com prefeituras reduzindo em até 45% as suas despesas com energia elétrica”, diz. 

Outra ideia é o consórcio com empresas privadas para o tratamento de lixo. Nessa alternativa, municípios de uma mesma região poderiam utilizar os recursos não só para coleta de resíduos, mas também para geração de biomassa.

Segundo o economista, as parcerias com o setor privado podem resultar em economia a ser direcionada para áreas cruciais e que ficaram evidentes nesta pandemia, como educação e saúde. 

“O certo é que os prefeitos terão que fazer malabarismo para dar conta em curto, médio e longo prazos, começando desde já. O próximo ano será ainda mais complexo que 2020, extremamente difícil não apenas para Minas Gerais, mas para todo o Brasil”, completou o cientista político Robson Sávio.