O prefeito Alexandre Kalil (PSD) foi o sexto a apresentar o registro de candidatura à PBH ao Tribunal Regional Eleitoral e, ao menos em um aspecto saiu na frente dos demais nomes oficializados: o tamanho de sua proposta de governo para o quadriênio 2021-2024. São nada menos que 103 páginas em que ele e a chapa 'Coragem e Trabalho', também composta por MDB, PP, DC, PV, PDT, Rede e Avante, detalham as prioridades para um eventual segundo mandato. Com alguns pontos que respondem a questões e críticas feitas pelos adversários, especialmente no que diz respeito à facilitação do processo de abertura de novas empresas, com redução da burocracia e protocolos simplificados.

Uma das propostas é a de aumentar o rol de atividades econômicas consideradas de baixo risco que passariam a dispensar a exigência do alvará de funcionamento. Além disso, as permissões municipais seriam agrupadas em um documento único, com possibilidade de emissão por meio digital.

Outro ponto considerado estratégico são as ações para favorecer a retomada da economia e adaptar o cenário urbano à nova realidade criada pela pandemia. O texto acena com a possibilidade de concessão de incentivos a bares e restaurantes - simplificação do licenciamento, ampliação das áreas para colocação de mesas e cadeiras nos espaços públicos e permissão para a colocação de publicidade como forma de reduzir os custos de operação dos estabelecimentos. Prevê ainda a criação de um regime de reconversão de imóveis comerciais em situação de abandono e esvaziamento, com a possibilidade de uso para moradias, por meio de um processo simplificado de permissão.

Há ainda a perspectiva de estímulo à chamada economia de rua, com facilitação de licenças para veículos automotores; circuitos de feiras de rua nos bairros e transformação de bancas de jornais para que ofereçam serviços como os de manicure, alimentares, chaveiro, cópias e comercialização de produtos derivados da economia popular.

No aspecto da mobilidade, Kalil não faz menção à possível implantação da Linha 2 do Metrô. Propõe o reforço do projeto Pedala BH (de ciclovias e ciclofaixas); o aumento das faixas exclusivas para os ônibus e a realização de obras viárias para agilizar o fluxo de veículos e reduzir gargalos.

Balanço

Na apresentação do programa de governo, o prefeito afirma que, por conta da necessidade de 'arrumar a casa' em 2017; das fortes chuvas e da pandemia este ano, acabou "tendo apenas dois anos de governo para implementar tudo o que desenhou". E resumiu: "Mesmo sem ter prometido nada durante a campanha, entreguei muito".