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DESAFIO - Ocupante da PBH no período 2021/2024 terá nas mãos o destino de mais de 2,5 milhão de pessoas e orçamento anual superior a R$ 12 bilhões

 

 

Um número recorde de candidatos (17), com uma campanha que se anuncia totalmente diferente em consequência da pandemia de Covid-19. Centrada nas redes sociais e com menor número de eventos nas ruas. É assim que se desenha o processo que definirá quem comandará Belo Horizonte pelos próximos quatro anos (2021/2024), e será responsável pelos destinos de uma população superior a 2,5 milhões de habitantes, além de administrar um orçamento anual hoje estimado em R$ 12,5 bilhões.

Se a campanha só poderá ganhar as ruas e meios de comunicação a partir do dia 27, pode-se dizer que começa hoje a disputa pela cadeira de prefeito de Belo Horizonte, após o encerramento do prazo para as convenções partidárias.

Para boa parte dos candidatos, o desafio será reverter o favoritismo inicial do atual ocupante do cargo: Alexandre Kalil (PSD), que busca a reeleição. Num primeiro mandato marcado por problemas como os maiores volumes de chuva da história da cidade e a pandemia de Covid-19, o ex-presidente do Atlético tem mantido índices de aprovação respeitáveis. Não todos, já que muitas legendas entraram na briga pensando em puxar votos para seus candidatos a vereador, diante do fim das coligações proporcionais, além de atingir a cláusula de barreira estabelecida pelo TSE. Há também quem pense em colocar o nome de olho nos processos eleitorais de 2022 e 2024.

"O grande desafio dos candidatos será animar o eleitor que, até por causa da pandemia, não se mostra envolvido com a eleição. A quantidade elevada de nomes na disputa acaba criando maior confusão e desmotivando ainda mais. Acredito que tenhamos índices de abstenção muito grandes", prevê o cientista político Adriano Cerqueira, do Ibmec. Para ele, mais do que nunca o terreno da campanha se dará nas redes sociais. "Um candidato aparecer na rua de máscara vai contra qualquer manual de marketing político. E se o desafio é aparecer, ser visto, pior ainda. Quem tem maior tempo de rádio e TV deve articulá-lo de forma perfeita com as redes sociais. Os demais terão nelas praticamente sua única plataforma de campanha".

Opostos
Para o cientista político e diretor da Quaest Consultoria Felipe Nunes, a campanha em BH tende a mostrar dois prismas opostos. "A oposição vai procurar insistir em obras que não tenham sido feitas, eventuais promessas não cumpridas, e tentar desconstruir a atual gestão. O prefeito, por sua vez, vai mostrar que fez o que havia proposto e mantém a cidade funcionando. Os temas devem ser os de sempre: saúde, educação, infra-estutrura. A disputa municipal normalmente se coloca em relação a quem consegue resolver problemas". O especialista acredita que a quantidade de candidatos tende a favorecer o atual ocupante do cargo. "Vai haver uma poluição na comunicação, o que só beneficia quem não precisa de visibilidade.

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