A retomada do atendimento presencial nos restaurantes em Belo Horizonte, nessa segunda-feira (24), veio acompanhada por uma série de regras sanitárias devido à pandemia do novo coronavírus. Porém, além dos protocolos para barrar o contágio nos estabelecimentos, os próprios clientes têm evitado se expor.

Muitas pessoas não abrem mão de locais que oferecem mesas dispostas nas calçadas. Além disso, há ainda os que preferem buscar o marmitex para comer no trabalho ou em casa.

Conforme as regras do mais recente decreto da prefeitura, o self-service está proibido nos restaurantes. Os alimentos devem ser servidos por um funcionário.

No Cenáculo, no bairro de Lourdes, na região Centro-Sul, a cabeleireira Patrícia Lemos, de 30 anos, comemorou a possibilidade de realizar as refeições ao ar livre.

“A gente estava comendo só no marmitex, no meio-fio. Agora senta, pode pegar um prato, talher. Estou achando ótimo. Acho que já tinha passado da hora de voltar (com o consumo no local). É só cada um se cuidar”, afirmou.

Opinião semelhante tem o contador André Amorim, de 36 anos, que preferiu realizar a refeição na área externa do restaurante Chamego’s, na mesma região.

“Mesmo sem o self-service, comer em um prato é bem melhor do que numa marmita. E distrai a cabeça, sair, pegar sol, principalmente hoje (segunda-feira, 24) que está frio. É muito bom”, contou.

Já o técnico em eletrônica e empresário Hélio Fernandes, de 44 anos, preferiu comprar a refeição e levá-la para comer na firma. “Acho mais viável e seguro por causa da aglomeração. Sinto saudade de comer na rua, mas, sinceramente, é melhor evitar”, disse.

Donos

De acordo com a proprietária do Cenáculo, Quedima Targino, de 50 anos, as pessoas ainda estão receosas quanto ao consumo dentro dos estabelecimentos neste momento. O movimento no 1º dia foi abaixo dos cerca de 340 pedidos diários antes da pandemia.

Segunda ela, a maioria das pessoas prefere levar o alimento para casa, apesar de o restaurante ter adotado todas as medidas de segurança para barrar o contágio por Covid-19.

“Quem está comendo aqui, são poucos ainda. Está bem abaixo do normal”, afirmou, nessa segunda-feira. A empresária acredita, porém, em uma melhora. O local funcionou com o delivery nos últimos meses. As vendas caírem 60%.

De acordo com o dono do Chamego’s, Vinicius Rodrigues, de 25 anos, o público tem respeitado as regras sanitárias nesta retomada do atendimento presencial. “As pessoas estão tirando a máscara só quando o prato chega, observado o distanciamento. E estamos medindo a temperatura também”.