A Polícia Federal indiciou, na tarde desta quinta-feira (7), o ex-governador de Minas e atualmente deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e outras 11 pessoas por corrupção passiva e ativa, desvio de recursos públicos e falsidade ideológica, por supostas ilegalidades cometidas durante a construção da Cidade Administrativa, sede do governo de Minas. As penas máximas, se somadas, totalizam 41 anos de reclusão. Os onze indiciados ao lado do político são representantes das empreiteiras envolvidas.

Segundo o relatório da PF entregue à Justiça, o processo de licitação foi dirigido para que um grupo de empreiteiras vencesse o pleito. Há, ainda, indícios de desvio de recursos públicos por meio de contratações fictícias, cujas prestações de serviços não foram executadas na obra.  A investigação apontou que o prejuízo aos cofres públicos totalizaram quase R$ 747 milhões. 

Em nota, a assessoria de Aécio Neves afirma que a "conclusão da autoridade policial é absurda e contraria as investigações da própria PF que, depois de mais de três anos de investigações, não encontrou nada que comprometesse a atuação do Deputado Aécio Neves". 

O comunicado do parlamentar ressalta ainda que "a obra foi acompanhada por auditoria independente e seu edital apresentado ao TCE e ao Ministério Público que não apontaram qualquer irregularidade. Sequer os aditivos de preço autorizados por lei foram praticados à época. A defesa confia que a Justiça comprovará o absurdo da acusação", completa.

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