Sergio Moro afirmou na noite desta sexta-feira (24) que a permanência de Maurício Valeixo na direção da Polícia Federal não foi utilizada como moeda de troca para uma possível nomeação do agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro (sem partido) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A afirmação vem logo após o presidente da República ter afirmado, em pronunciamento no fim da tarde desta sexta, que Moro havia exigido uma indicação ao STF para aceitar a troca da direção da polícia. Segundo Moro, se essa fosse a perspectiva, ele teria concordado nessa quarta-feira (23) com a substituição de Valeixo. Nessa quarta, Bolsonaro e Moro se reuniram para discutir a mudança na PF.

"A permanência do Diretor Geral da PF, Maurício Valeixo, nunca foi utilizada como moeda de troca para minha nomeação para o STF. Aliás, se fosse esse o meu objetivo, teria concordado ontem com a substituição do Diretor Geral da PF", disse Moro, no Twitter.

Além disso, Moro afirmou no tweet que Valeixo era alvo de assédio por parte de Bolsonaro desde agosto de 2019 para que fosse substituído. Segundo ele, nessa quinta (23), não houve assédio e sim um decreto de exoneração que não recebeu a assinatura de Moro.

Mais cedo nesta sexta-feira, Moro pediu demissão ao cargo de ministro do governo Bolsonaro.