O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, se manifestou sobre as denúnicas de supostas arbitrariedade e intimidação da Polícia Militar em algumas ocorrências durante o Carnaval em Belo Horizonte. 

Nesta terça-feira (25), ele usou o Twitter para informar que vai "apurar as denúncias e abrir investigação para identificar os responsáveis. Se comprovada a má conduta, os autores serão penalizados."

O governador disse ainda que repudia todo e qualquer "abuso de autoridade, ato de violência física ou moral contra o cidadão". 

Sobre algumas denúncias envolvendo a ação da PM durante o Carnaval, a Defensoria Pública de Minas Gerais chegou a emitir uma recomendação para que a PM não interferisse nos desfiles. A medida foi tomada após o órgão tomar conhecimento de que a corporação teria enviado agentes à casa do vocalista do bloco Havayanas Usadas, Heleno Augusto, na última quinta-feira (20), para pedir que, durante o cortejo, ele usasse o microfone para falar sobre o trabalho da polícia.

Os blocos se sentiram intimidados com a ação, mas a corporação afirmou que se tratava de uma visita com caráter preventivo. O pedido feito pela Defensoria Pública também cita o Corpo de Bombeiros.

O órgão recomendou que tanto a PM quanto os Bombeiros, "se abstenham de interferir no cortejo de blocos carnavalescos autorizados a desfilar" e de "deter qualquer indivíduo e direcioná-lo sobre o conteúdo de suas falas - principalmente os líderes/responsáveis pelos blocos". 

Em nota a Polícia Militar de Minas  Gerais(PMMG) esclareceu "que não coaduna com abuso de autoridade ou desvio de conduta e atua com transparência e lisura na apuração de toda denúncia que chega ao conhecimento da instituição". O comunicado diz ainda que a Ouvidoria da Corregedoria da corporação está de plantão durante todo o período de Carnaval para receber qualquer reclamação sobre a atuação de militares. 

Ainda de acordo com a nota, a PM sempre estará em condições de prestar esclarecimentos sobre a atuação "e acredita em seu papel de garantidora dos direitos humanos e das liberdades individuais. Sobre essa premissa, destaca-se a redução da criminalidade e a alta sensação de segurança em todo o período de Carnaval em Minas Gerais".