O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, concluiu com êxito o tratamento de quimioterapia um câncer localizado na região do estômago e do esôfago. Segundo o médico David Uip os tumores que estavam na região do estômago e do fígado "desapareceram". No entanto, há ainda inchaço em alguns linfonodos, órgãos que fazem a filtragem do sangue no sistema linfático.

Bruno Covas

Última análise vai definir se há necessidade de continuar o tratamento ou o prefeito passará apenas para o acompanhamento clínico

A equipe que cuida do prefeito no Hospital Sírio-Libanês concedeu entrevista coletiva no início da tarde desta segunda-feira (19) para detalhar os resultados do tratamento.

“A quimioterapia foi muito eficiente e exitosa. O que resta saber se essa quimioterapia é suficiente”, enfatizou Uip sobre os resultados obtidos. De acordo com os médicos que desde outubro acompanham o prefeito, os tumores regrediram e não aparecem mais nos exames de imagem. “Não se enxerga doença no estômago e no esôfago, e não se enxerga no fígado”, enfatizou Artur Katz, que também faz parte da equipe médica.

Biopsia

Covas se internou no domingo (18) para realização de uma série de exames: ressonância magnética, pet scan e ecoendoscopia, além de exames de sangue. A partir da endoscopia foi retirado um fragmento dos linfonodos para uma biopsia. Essa última análise que vai definir se há necessidade de continuar o tratamento ou o prefeito passará apenas para o acompanhamento clínico.

“Essa quimioterapia alcançou o benefício máximo, o que podia se esperar dela foi alcançado. Esse tratamento, seguramente, não continua”, acrescentou Katz ao explicar que independente do resultado da biopsia, que deverá sair até a quinta-feira da próxima semana, a parte quimioterápica do tratamento foi encerrada. Ao todo, Covas foi submetido a oito sessões com doses máximas de medicamento.

Apesar dos bons resultados dessa etapa do tratamento, os médicos observaram um inchaço nos linfonodos acima do normal. Segundo a equipe, durante o tratamento houve uma redução desse inchaço, mas os gânglios ainda não retornaram ao tamanho original.

Entre as possibilidades de continuidade de tratamento, caso ainda sejam encontradas células cancerígenas no sistema linfático, há a imunoterapia e a cirurgia. Porém, os médicos evitaram antecipar os próximos passos antes do resultado final dos exames.

Histórico

No dia 23 de outubro do ano passado, Bruno Covas foi internado para tratamento de uma erisipela, uma espécie de infecção na pele. Dois dias depois, os médicos diagnosticaram uma trombose venosa das veias fibulares e exames subsequentes apontaram tromboembolismo pulmonar e câncer.

Covas foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer na região de transição do esôfago para o estômago, além de uma metástase no fígado e uma lesão em linfonodos.