O governador Romeu Zema (Novo) informou nesta segunda-feira (16) que encaminhará no início de 2020 à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a reforma da Previdência do funcionalismo estadual e, também, a proposta de reforma administrativa. Diante da dificuldade financeira que o Estado atravessa, o chefe do Executivo justificou que não "há como brigar com a matemática".

Zema
Zema não revelou no microfone detalhes sobre as reformas da Previdência e administrativa


"Estará nas mãos desta casa a solução para o futuro. Estaremos enviando no início do ano aquilo que alguns estados já aprovaram: a reforma da Previdência do funcionalismo público, a reforma administrativa e a venda de ativos. Não há como brigarmos com a matemática", discursou o governador, na Assembleia Legislativa, logo após receber dos deputados o relatório do projeto Fiscaliza, que traz recomendações e sugestões a diversas áreas.

Zema não revelou no microfone detalhes sobre as reformas da Previdência e administrativa. O líder do governo no Legislativo, Luiz Humberto Carneiro (PSDB), endossou a fala do governador: "Entendemos que a reforma da Previdência precisa ser feita. Vamos ter de enfrentá-la, porque senão o prejuízo será maior".

Já o petista André Quintão, líder do bloco Democracia e Luta, entende diferente. Para ele, não é correto "querer fazer o ajuste fiscal em cima do servidor": "A maioria do funcionalismo estadual recebe muito pouco e está sem aumento. Não vejo como uma medida positiva neste momento", argumentou.

A ida de Zema à Assembleia também serviu para o governador receber das mãos do presidente da Casa, Agostinho Patrus (PV), um cheque de quase R$ 46,2 milhões. Trata-se do valor economizado pelo Legislativo ao longo deste ano e cuja devolução será investida na saúde.

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