O governador de Minas Gerais em exercício, Paulo Brant, informou nesta segunda-feira (13) que o governo ainda não encontrou uma fórmula para melhorar os salários dos secretários, que recebem R$ 10 mil. 
 
O assunto ganhou maior relevância após a Assembleia Legislativa incluir, no projeto da reforma administrativa encaminhado ao parlamento pelo Executivo, a proibição dos auxiliares do primeiro escalão receberem os jetons em conselhos de estatais, como Cemig e Copasa.
 
O texto, após aprovado na Casa, foi encaminhado ao governador Romeu Zema, que está em viagem aos Estados Unidos, onde participa de congresso com empresários, para veto ou sanção.
 
"Estamos tentando encontrar uma maneira de melhorar os salários dos secretários dentro da lei. Minas Gerais tem o menor salário (de secretários) entre todos os estados. Buscamos uma maneira de melhorar um pouco para que a gente tenha no secretariado pessoas competentes, qualificadas e que vivem dos seus salários", disse Brant durante evento no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
 
Há receio de que, sem jetons, parte do secretariado deixe o governo. "Este é um valor muito abaixo da responsabilidade e da condição mínima para que os secretários possam sobreviver", afirmou Brant sobre os R$10 mil.

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