Empossado na manhã desta sexta-feira (5), o novo presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Sérgio Gusmão Suchodolski, afirmou que pretende gerir a instituição buscando a disciplina dos gastos e os investimentos eficientes, sempre com os pés no chão.

Mestre em Direito por Harvard, o advogado tem passagens como gestor em entidades relevantes como o New Development Bank, o banco do BRICS, em Xangai, na China, e já chefiou o Gabinete da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Temos hoje uma carteira de mais de 20 mil clientes. Eles estão espalhados pelos quatro cantos desses horizontes das Gerais. O BDMG marca presença em 88% dos 853 municípios. São inúmeras as oportunidades em um cenário econômico desafiador, que exige criatividade e austeridade para com as despesas", declarou Suchodolski durante a cerimônia de posse.

Posse Sérgio Suchodolski BDMG

Posse aconteceu nesta manhã

A indicação de Suchodolski para o cargo, segundo o governo do Estado, seguiu os mesmos critérios técnicos adotados na escolha dos demais dirigentes, com avaliação de currículo e processo de seleção.

Controle

No discurso, Sérgio Suchodolski destacou que "a combinação de resultados econômicos positivos de curto prazo com transformações estruturais e aumento da produtividade e competitividade" é fundamental para o crescimento econômico do Estado, que passa por grave crise financeira.

"É preciso pé no chão, sempre, sem ilusão de resultados milagrosos e instantâneos. Precisamos ter total clareza e consciência de que o Estado está enfrentando extrema vulnerabilidade, por isso, é necessário velocidade e criatividade na implementação de projetos, mas, ao mesmo tempo, temos que garantir a estabilização e retorno do equilíbrio das contas públicas no médio e longo prazo", disse.

A importância da cooperação com o setor privado também foi ressaltada por Sérgio Suchodolski. "Uma cooperação próxima com o setor privado e com o apoio do governo será de extrema relevância para ampliar a participação de Minas nesses fluxos e cadeias de produção, comércio e investimentos globais".

Tecnologia

O presidente do BDMG reforçou, ainda, que é preciso valorizar startups para que a instituição dê um salto tecnológico. "Novas tecnologias são fundamentais para o banco ganhar escala e eficiência. E, para tanto, precisamos nos manter conectados com o forte ecossistema de startups mineiro e brasileiro. Precisamos atrair essas e outras empresas para o nosso Hubble, fortalecendo um espaço aberto de compartilhamento de ideias e experiências para desenvolvimento de inovações", observou.

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